Um dos escritores mais brilhantes da literatura brasileira, , morreu nessa quarta (29), aos 70 anos. A informação foi confirmada por sua família à imprensa. Com 18 livros publicados, sendo 13 romances, ele venceu o Jabuti cinco vezes, além de prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Instituto Nacional do Livro.

Nascido em Porto Alegre em 15 de abril de 1946, Noll formou-se em Letras no Rio de Janeiro e colaborou com diversos jornais como o Folha da Manhã, além de ter dado aulas na PUC-RJ.

Ele é autor de livros como O Cego e a Dançarina, A Fúria do Corpo e Acenos e Afagos. Seus textos são conhecidos por abordar a homossexualidade e questões de gêneros. Também ficou conhecido por abordar o homem médio brasileiro como centro de suas narrativas.

Com uma escrita voltada para o erotismo, a prosa de Noll tem uma cadência muito própria, uma voz bastante reconhecível, uma mescla do fluxo de consciência do personagem com um distanciamento descritivo. Prolífico, Noll já se assumiu um compulsivo por escrever. “Sou um autor compulsivo, não escrevo para ninguém. Sou dominado por um personagem inteiro. O que eu escrevo não é exatamente sobre o eu biográfico, mas tem haver com essa figura que me habita”, disse ele em 2012, ao G1, quando esteve no Recife para ser homenageado na Fliporto.

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