Nos últimos anos, houve um um aumento gigantesco tanto na representatividade quanto na representação LGBTQIA+ no cinema brasileiro, tema do terceiro episódio do “Eu curto, tu curtes, ele o curta”, podcast da Revista O Grito!

“Eu curto, tu curtes, ele, o curta” é um podcast da Revista O Grito! para quem gosta e quer conhecer a produção dos filmes em curta-metragem no Brasil e no mundo. Apresentação de Alexandre Figueirôa e Túlio Vasconcelos com edição de Jonatan Oliveira. Assine nosso feed e ouça o podcast no Spotify.

O cineasta pernambucano Chico Lacerda, do coletivo Surto & Deslumbramento  com o premiado documentário Virgindade, e a diretora geral do Festival de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero, Recifest, Carla Francine, são os convidados deste episódio. Dirigido pela canadense Marianne Farley, o drama canadense Marguerite também é analisado neste programa.

O Surto & Deslumbramento  é um coletivo que tem a “frangagem” como espinha dorsal. Os projetos do grupo são focados nas obsessões mais ligadas ao homoerotismo e à “cultura viada”. Virgindade circulou em diversos festivais e foi premiado com o Troféu Kikito de melhor montagem no Festival de Gramado em 2015. A produção está disponível no Vimeo. Outros treze curtas do coletivo podem ser conferidos no site http://deslumbramento.com/

Já Marguerite é protagonizado por Béatrice Picard como Marguerite, uma mulher idosa que confronta seus próprios sentimentos românticos reprimidos por outra mulher depois de saber que sua enfermeira de cuidados domiciliares, Rachel, é lésbica. A produção pode ser vista no Vimeo.

Com direção de Francine, o Recifest ocorre entre os dias 23 e 27 de novembro, de forma online, com algumas atividades presenciais no Recife, e de 30 de novembro a 2 de dezembro em Arcoverde, no interior de Pernambuco. Para a realização das atividades presenciais, o festival destaca que serão respeitados todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 e a depender do plano de convivência em vigência no período, as atividades podem acontecer somente de forma online. Os filmes podem ser conferidos no site do festival.

Como dicas, citamos duas plataformas: LGBTflix e Tela Trans. LGBTflix é uma plataforma gratuita com produções audiovisuais que abordam questões de gênero, abordagens sobre a diversidade dos afetos e debates sobre a vasta gama das vivências sexuais não-hegemônicas.

Com foco no gênero, as cineastas Caia Coelho e Pethrus Tibúrcio criaram o Tela Trans. Trata-se de um acervo de cinema inédito composto por filmes feitos por pessoas trans no Brasil. Para além de mapear as realizações de mulheres e homens trans, travestis e pessoas não-binárias, o Tela Trans faz um levantamento apurado de regiões geográficas, gênero cinematográfico, carreira e outras informações sobre os filmes e pessoas. O objetivo é criar dados inéditos e importantes sobre as condições de realização cinematográfica da população trans brasileira. 

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