Obra “Sem Título”, de Hildebrando de Castro. (Divulgação).

A Galeria Amparo 60 transformou-se em um espaço importante no ecossistema das artes plásticas no Recife. Agora, após 20 anos, a galeria vai mudar de endereço e comemora essa passagem com uma exposição coletiva com mais de 30 artistas. Entre os nomes que terão obras expostas estão , Gil Vicente, Alice Vinagre, Ramonn Vieitez e Isabela Stamponi.

Leia Mais
Arte e ativismo, um papo com Adriana Dória e Cristiana Tejo

Depois de anos ocupando o imóvel na Avenida Domingos Ferreira, a galeria está se mudando para o Edifício Califórnia, onde ocupará uma das sobrelojas, num movimento ligado a outros empreendedores que vão dar uma nova vida cultural ao local. Para marcar esse novo momento, a galerista Lúcia Costa Santos convidou o jovem curador Douglas de Freitas para pensar a mostra Evoé, cujo vernissage acontece durante a inauguração da Amparo 60 Califórnia, neste sábado, às 17h, só para convidados.

Segundo o curador, a proposta da exposição é reunir todos os artistas do casting encontrando os pontos de intersecção entre seus trabalhamos e tendo como fio condutor essa ideia de celebração, saudação, ligada ao termo evoé. O curador esteve no Recife durante alguns dias em fevereiro, visitou ateliês, se encantou com as manifestações carnavalescas, e trouxe para dentro da exposição o olhar dos artistas sobre a visualidade da cidade e como eles lidam com as questões urbanas, algo tão presente nos debates atuais.

“A escolha das obras para a exposição busca trazer um pouco a atmosfera do Recife, um modo de ver e viver a cidade entre suas belezas e contradições”, diz o curador Douglas de Freitas. No total, estão reunidas na mostra obras de 35 artistas, todos eles do casting da galeria. O pintor pernambucano Rodolfo Mesquista, falecido em fevereiro de 2016 e que fazia parte do casting, é o homenageado. Durante o vernissage, precisamente às 19h, Paulo Bruscky deve apresentar a performance Arteatro (Peça em 1 ato, 1977-2016).

“Espelho Meu”, de Gil Vicente. Divulgação.

Apesar de ocupar o espaço da Avenida Domingos Ferreira desde 1996, Lúcia Costa Santos conta que considera a exposição de Eudes Mota, realizada em 1998, como o marco inicial da Amparo 60 como galeria de arte. Anteriormente, ela havia funcionado como antiquário, loja de móveis, objetos raros e de arte popular, na casa de número 60, na Rua do Amparo, em Olinda – de onde veio seu nome, que agora ganhou o adicional Califórnia.

A galerista acredita que esse novo espaço vai conseguir integrá-la ainda mais à cidade e aos mais diversos públicos. “Teremos um espaço mais enxuto, porém com um maior diálogo com a cidade, num ponto onde circulam mais pessoas. O projeto arquitetônico é mais moderno e prático, facilitando o funcionamento diário da galeria. Vamos agregar cultura e arte num espaço interessante do Recife”, diz.

Após a abertura do dia 25 as portas da galeria estarão abertas para a visitação da exposição. Os artistas da mostra: , Alice Vinagre, , e Benjamin de Búrca, , Bruno Viera, , Carlos Mélo, , , Delson Uchôa, , Francisco Baccaro, Gil Vicente, Gilvan Barreto, Hildebrando de Castro, Isabela Stampanoni, José Patrício, José Paulo, José Rufino, Juliana Notari, , Lourival Cuquinha, , Marcelo Silveira, Marcelo Solá, Márcio Almeida, Mariannita Luzzati, , Paulo Bruscky, Paulo Meira, Ramonn Vieitez, , Rodrigo Braga e Vanderlei Lopes.

Sem mais artigos