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Foto: Divulgação

Depois de se destacar em 2012 com seu comentado primeiro álbum Claridão (Slap/SomLivre), o capixaba SILVA se viu vivenciando a “lendária ‘síndrome do segundo disco'”. E resolveu pegar leve. “Vista Pro Mar foi um disco que veio numa fase diferente da minha vida. Eu já estava mais acostumado com minhas novas funções de músico e só tinha vontade de me divertir mesmo”, conta ele.

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Enquanto Claridão foi todo gravado por SILVA em seu estúdio caseiro em Vitória, uma parte de Vista Pro Mar foi gravada no frio de Lisboa, que segundo o músico, não o influenciou em nada: “Talvez São Francisco, onde o disco foi mixado, tenha influenciado mais o trabalho que Lisboa”. O álbum produzido inteiramente por SILVA mantém as influências oitentistas mas de maneira mais orgânica – para a gravação de Vista Pro Mar, o multi-instrumentista resolveu contar com a colaboração de outros músicos que assumem instrumentos como guitarra, violão, percussão, bateria, trombone, saxofone e trompete.

Lançado em março deste ano pelo selo Slap, Vista Pro Mar conta com a participação de Fernanda Takai na faixa “Okinawa” e mantém a parceria de SILVA com seu irmão Lucas, que assina com ele a autoria de dez faixas.

Para a revista O Grito!, SILVA falou um pouco sobre Vista Pro Mar e destrinchou o álbum faixa a faixa. Confira:

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Poderia falar sobre a concepção e realização de Vista Pro Mar?
Vista Pro Mar foi um disco que veio numa fase diferente da minha vida. Eu já estava mais acostumado com minhas novas funções de músico e só tinha vontade de me divertir mesmo. Por isso o disco trouxe um clima mais leve para o trabalho, menos introspectivo que meu primeiro álbum. Sou de Vitória, que é uma ilha, talvez por isso o mar seja sempre um motivo de inspiração para minhas músicas.

Viver em Lisboa teve alguma influência nas composições ou na estética do álbum?
Acredito que sim. Quando eu fui para Lisboa fazer uma turnê, eu já estava com o disco muito encaminhado e já sabia onde queria chegar musicalmente. Acho que minha experiência em Lisboa foi importante principalmente por ter sido na época do inverno. Isso me ajudou a ficar mais concentrado na produção do disco e na finalização das músicas. Mas não acho que tenha influenciado tanto na estética do disco. Talvez São Francisco, onde o disco foi mixado, tenha influenciado mais o trabalho que Lisboa.

Foi difícil o processo de lançar o segundo disco? O que Vista Pro Mar representa para você?
Toda vez que começo um trabalho novo me bate uma certa insegurança, que não é algo muito confortável mas que me faz lutar pelo projeto com mais força. Vista Pro Mar mostrou para mim que posso continuar a fazer esse trabalho e que a fonte não se esgota quando a gente não se acomoda numa fórmula de fazer música. Gosto muito de tentar coisas novas e isso me deixou esperançoso como músico e compositor. O processo não foi muito fácil mas foi muito prazeroso.

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Site oficial: http://silva.tv

Vista pro Mar, faixa a faixa:

Vista Pro Mar: Essa faixa foi feita durante uma viagem que fiz para Flórida e não tinha muitos equipamentos em mãos e a idéia dela nasceu num aplicativo que tenho no telefone. É a música tema do disco e resume bem o clima do trabalho inteiro.

É Preciso Dizer: É uma das minhas músicas que mais gosto do disco e foi a última a ser composta. Tinha 3 dias para finalizar tudo e a ideia dela me veio completa. Meu irmão escreveu essa letra e eu fiquei feliz de ter terminado em tempo.

Janeiro: Veio de um esboço que fiz durante uma viagem. Foi uma das primeiras músicas a serem compostas para o disco e foi feita num dia ensolarado de Janeiro, em Miami. Eu a compus em janeiro de 2013.

Entardecer: Essa foi aquela faixa em que eu resolvi correr mais riscos. O reggae do final me deixou indeciso por alguns dias mas acabou sendo uma das minhas partes prediletas do disco.

Okinawa: Foi a primeira música que compus para o álbum. Foi no Natal de 2012, logo após lançar o Claridão e quando a fiz, já sabia que queria a participação da Fernanda Takai. Foi um presente e um privilégio ter a Takai cantando comigo no disco.

Disco Novo: Apesar do nome, “Disco Novo” veio de um esboço bem velho que eu tinha no computador. De 2010, se não me engano. É uma música importante para mim e para o meu irmão, que escreveu a letra.

Universo: Minha faixa predileta no disco e provavelmente a que mais deu trabalho para ser produzida. Fiquei algumas semanas para conseguir finalizar todos os detalhes e fiquei muito contente com o resultado.

Volta: É uma canção com uma estrutura mais convencional porém com uma levada africana não muito comum no meu trabalho. Costumo ouvir música africana, me dá muito prazer, mas ainda não tinha trazido muito disso para as composições. “Volta” trouxe isso e foi novo pra mim.

Ainda: Essa é uma canção de 2009. Uma das primeiras músicas que escrevi na vida e fiz quando estava morando na Irlanda. Tenho muito carinho por essa música.

Capuba: Leva esse nome pois é o nome de uma praia onde passei a infância com meus irmãos. Hoje ela ficou bem destruída por conta da erosão, mas vivemos bons momentos ali. A música trás um pouco dessa nostalgia na letra e no som.

Maré: É provavelmente a letra que mais me emociona, por isso escolhi essa faixa para terminar o disco. “O que é teu é no além-mar / Não é preciso nem remar / Já vai chegar”.

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