Abrindo caminhos para o seu próximo disco, previsto para sair em 2021, – conhecido pelo trabalho que realizou como idealizador do selo e produtora Borandá – apresenta mais um passo de sua carreira artística com a inédita “”.

A faixa, que está disponível em todas as plataformas digitais e tem videoclipe no YouTube, reflete sobre todas as sensações e motivações que guiam o músico em seu ofício. “Sempre me considerei mais instrumentista do que cantor, mas desde sempre adoro e preciso cantar. Esse é um processo intenso e libertador. Muitas vezes, quando estou com um problema ou tenho uma decisão importante para tomar, o canto me ajuda a sair do lugar mais racional e ir para o intuitivo, lúdico, desatando os nós que criamos em nossa existência e que nem sempre parecem simples de resolver…”, diz.

Resenha: Aláfia canta as injustiças sociais e o caos de SP em novo disco

8.5O terceiro álbum do grupo paulistano Aláfia é um manifesto sobre a relação conturbada de São Paulo com seus habitantes e visitantes. É também um diário de nossos dias, com sonhos, raivas, revoltas, alegrias, violências e tristezas. Nenhum disco reflete tanto o caos de SP – e por conseguinte de qualquer metrópole – do que esse novo álbum do Aláfia. Com participações de nomes como Tássia Reis, Luísa Maita e Raquel Virgínia e Assucena Assucena, de As Bahias e a […]

Read more

“A arte nos transforma. Permite que a gente fale coisas de uma forma que não conseguiríamos dizer de um outro jeito. Aliás, gosto de lembrar que em uma aldeia indígena todos cantam, dançam e pintam, assim como trabalham, caçam, pescam e cuidam das crianças. A arte, pra mim, deveria ser parte integrante da vida, nos ajudando a constituir quem somos, como sujeitos “desejantes” ou simplesmente humanos. Um ato inclusivo e democrático”, explica.

Produzido pelo próprio Fernando, em parceria com Alê Siqueira, o single é embalado por um clima ritualístico e coletivo que inclui as participações especiais de integrantes da banda Aláfia, que gravaram o arranjo antes da quarentena. Gabriel Catanzaro assumiu o baixo, Fábio Leandro o piano Rhodes e arranjo de sopros/metais, Alysson Bruno ficou nas percussões e Filipe Gomes na bateria. Will Bone soma ao time nos saxofones e trompetes. 

“Esse som segue um ritmo de 12 por 8, remetendo a raízes africanas com um toque chamado “Vassi”, bastante usado no candomblé. Partindo disso, meus convidados – muito ligados a estas tradições afro brasileiras – trouxeram a magia e o super balanço que o registro pedia. Potencializando tudo, um arranjo de guitarras no ápice final chega remetendo a minha influência de rock e jazz rock”.

Leia Mais
Meta – Departamento de Crimes Metalinguísticos, nova HQ de Marcelo Saravá, será lançada na CCXP Worlds; veja preview