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Por Paulo Floro
De Belo Horizonte (MG)

Um festival do tamanho do Festival Internacional de Quadrinhos () e a repercussão que o evento conseguiu até aqui dá uma ideia da relevância que as HQs alcançaram no Brasil nos últimos anos. Nesta sua oitava edição, o festival deve se firmar como o maior da América Latina, segundo expectativa de seus organizadores.

O FIQ começa nesta quarta (13) e vai até domingo em Belo Horizonte, na Serraria Souza Pinto. São mais de 80 convidados, entre brasileiros e estrangeiros. Entre os nomes estão , de Ken Parker, , lendário quadrinista norte-americano que já trabalhou em HQs da Liga da Justiça, Mulher-Maravilha e Vingadores e os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá, os mais exitosos artistas brasileiros de quadrinhos no exterior, autores de Daytripper, que saiu pela Vertigo. Geoff Johns e Klaus Janson são outras estrelas de fora.

George Pérez é um dos destaques este ano (Divulgação)

George Pérez é um dos destaques este ano (Divulgação)

Ao todo são 18 convidados internacionais, sendo dois de países que fazem sua estreia no FIQ: Turquia e República Democrática do Congo. O evento traz 32 nomes mineiros, o que coloca o Estado como um dos mais importantes polos de quadrinhos do Brasil e 35 do resto do Brasil. Fabio Cobiaco, Fábio Zimbres, Marcatti, Hector Lima, Shiko, , , Marcelo Lélis e diversos outros artistas também estarão por lá.

O cartunista será o homenageado este ano e encerra o evento com um debate no domingo (17). O autor também lança no festival sua HQ Vizinhos, lançada este ano.

Laerte é o homenageado do festival (Divulgação)

Laerte é o homenageado do festival (Divulgação)

Todo o evento é gratuito e abriga estandes com lançamentos de diversos coletivos, editoras e trabalhos independentes, além de exposições, sessões de autógrafos e debates. Neste ano será realizado pela primeira vez uma rodada de negócios com apoio do Sebrae, que colocará autores em contato com potenciais publishers do Brasil, Itália e EUA. Representantes de editoras irão avaliar o portfolio e projetos dos interessados.

“O FIQ hoje, além de ser o maior festival do país em número de convidados e atrações, e também em longevidade, tem uma importância muito grande por ser um ponto referencial dos quadrinhos, aquele momento para o qual artistas e editores se mobilizam, preparam novas publicações e trocam ideias. Existe uma mobilização da cena que começa a acontecer muito tempo antes do festival”, destaca Afonso Andrade, coordenador de quadrinhos da Fundação Municipal de Cultura, que assina a curadoria geral do evento ao lado de Daniel Werneck.

Na última edição de 2011, o FIQ, que é realizado pela Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte, recebeu 150 mil pessoas, o que deve aumentar ainda mais esse ano. Quem quiser ficar por dentro dos principais lançamentos, o UniversoHQ fez uma extensa lista do que será vendido por lá. Aqui a programação completa.

A Revista O Grito! realiza a cobertura do festival este ano, com notícias, entrevistas e vídeos. Tanto aqui quanto no Instagram e Twitter.

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