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O fotógrafo pernambucano lança o segundo livro da carreira nessa terça (6) com fotos que retratam o sentimento de “”. Será no CCI – Capibaribe Centro da Imagem, às 19h. O projeto é lançado pela editora Olhavê e faz parte de uma coleção de livros de fotografia de autores contemporâneos brasileiros.

Depois do sucesso da exposição e livro Morro de Fé, a nova obra de Figueirôa, Banzo, trata desse sentimento que é ligado à ideia de uma saudade extrema. Impregnada da escravidão, o banzo matava as pessoas negras raptadas ainda nas embarcações. As fotografias tem como ponto de partida um cemitério ancestral às margens do Rio Capibaribe, na cidade de Salgadinho, Pernambuco, local onde os antigos escravos foram enterrados sob várias lápides de pedra bruta, sem nome e sem cruz.

Mas o ensaio guarda um olhar desterritorializado. Outras imagens foram capturadas em Limoeiro, no Agreste pernambucano; no mar, referência direta à chegada dos navios negreiros, e a seus resquícios de vegetação; ou simplesmente de nuvens carregadas no início da manhã ou fim de tarde, provam da mesma cor densa e repleta de significados.

O livro foi editado pela professora Georgia Quintas e pelo jornalista Alexandre Belém, tem em 32 páginas e custa R$ 45. “As imagens de ‘Banzo’ discursam por entre o que a palavra sugere. No entanto, a força imagética salta para uma visualidade que percorre a abstração, solo de desvios, de contextos apreendidos pelo acaso tanto quanto de sonhos interrompidos, lampejos da vista. Foi assim que surgiu ‘Banzo”, pela sensibilidade em ver coisas possíveis para sentimentos da vida, que a fotografia faz (às vezes), de cenário”, explica Georgia Quintas.

No lançamento desta terça também será apresentado o quarto fotolivro do selo, o Vertentes, de André Conti. Veja mais imagens de Banzo.

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