Foto: Divulgação.
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Georges Simenon foi um dos autores mais prolíficos que se tem notícia na literatura. Ele escreveu mais de 400 livros, que venderam mais de 500 milhões de exemplares e foram traduzidos para 50 idiomas. Para o cinema foram mais de 60 adaptações. Para a televisão, mais de 280. Agora sua obra começa a ganhar um novo olhar e novas edições estão sendo lançadas no país.

Além do estereótipo de um autor hiperprodutivo, capaz de escrever romances em uma semana, Simenon foi um dos autores mais influentes do século 20. A popularidade do comissário Maigret — seu personagem mais famoso — e as diversas adaptações para o audiovisual contribuíram para reforçar a imagem de um autor de livros para consumo rápido.

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Com a importância revisitada, Simenon vem tendo uma recepção mais acalorada dos críticos. Entre seus milhares de admiradores ilustres estão André Gide, Charles Chaplin, Henry Miller, William Faulkner e Federico Fellini. Além das muitas histórias policiais, produziu 41 “romances duros”, obras em geral maiores no tamanho e na ambição, construídas fora dos esquadros das tramas de investigação e não raro incluídas no cânone da literatura europeia.

A Companhia das Letras começou a publicar a obra do autor em 2014 e anunciou dois romances de Simenon este mês, A Dançarina do Cabaré e O Quarto Azul. O primeiro se passa em Liège, cidade belga onde Simenon nasceu, e traz o famoso Maigret em volta com um assassinato de um estrangeiro rico. O segundo envolve adultério e assassinato e teve trecho em pdf divulgado.

Simenon nasceu em 12 de fevereiro de 1903 em Liège, na Bélgica e começou a publicar histórias, sob vários pseudônimos, em 1923. Morreu em 1989 em Lausanne, na Suíça, onde passou a maior parte da vida.

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