A revista em quadrinhos , que une imaginário paraense e conscientização ambiental, será lançada em Belém, com distribuição gratuita em bibliotecas comunitárias, centros comunitários e projetos de arte-educação em Belém. O roteiro é de , com arte de .

Quatro crianças que nas horas vagas da escola e de outros afazeres se dividem entre os ensaios de uma banda de pop rock e a proteção da floresta amazônica de ameaças ambientais. Esse é o mote da história em quadrinhos A Turma do Ypê, projeto selecionado no Edital de Patrocínio 2020 do Banco da Amazônia.

Na história, Ypê é um curumim que um dia, no meio de uma pescaria, descobre que sua aldeia foi invadida pelo ‘Monstro de Plástico’, um ser deformado criado pela poluição do rio. Esse monstro adoece as pessoas e destrói a natureza por onde passa.

O que o monstro não sabe é que Ypê é um menino índio com poderes especiais. E sua turminha também. São: Julica, Cafu e Léia. Quando tudo está tranquilo, essas crianças ensaiam numa banda de pop rock, mas se há ameaça ao meio ambiente, todas se unem sob os poderes mágicos do Muiraquitã.

E é com poderes dos elementos Água, Terra, Fogo e Ar que a Turma do Ypê vai combater a ameaça à Amazônia e restaurar o equilíbrio ao meio ambiente.

“A Turma do Ypê é um projeto de história em quadrinhos voltado para o público de seis a dez anos, que mistura aventura e consciência ambiental tendo como cenário a floresta amazônica e as cidades que fazem parte desse ecossistema humano”, explica Vlad Cunha, um dos autores da história.

“O argumento dessa história surgiu a partir de uma ideia inicial de um produtor de audiovisual de Manaus, chamado Chicão Fill. Ele tinha a ideia de um longa-metragem e me convidou para uma parceria. Escrevi o roteiro de um longa que recentemente o Chicão inscreveu na Lei Aldir Blanc de Manaus e foi selecionado”, diz o roteirista Ismael Machado, também criador da história.

A história original foi adaptada para uma revista em quadrinhos. “Fizemos uma série de mudanças, adaptando para esse formato. O Vlad e eu escrevemos um novo roteiro para quadrinhos e o Vlad inscreveu no edital do Banco da Amazônia. Toda a revista foi criada nesse período de pandemia”, explica Machado.

Para isso, houve o recrutamento de ‘novos personagens’ para dar conta da empreitada. Os personagens ganharam forma pelas mãos do ilustrador e desenhista Woylle Masaki. A diagramação e arte gráfica foram feitas por Woltaire Masaki. E todo o trabalho de produção executiva do projeto foi dividido entre Michelle Maia e Lua Operti.

“É um universo muito rico e com uma mensagem muito positiva para esses tempos em que a Amazônia voltou a ficar sob os holofotes mundiais”, diz Vlad Cunha.
A história cria uma pequena e fictícia cidade amazônica que convive em harmonia com uma aldeia. O mesmo rio abastece as duas localidades. É quando uma fábrica que não respeita regras ambientais despeja lixo tóxico no rio, criando um monstro feito a partir desses dejetos. As quatro crianças- um menino índio, uma menina negra, uma menina ruiva e um menino branco ‘gordinho’- possuem, respectivamente, poderes especiais relacionados à água, ar, fogo e terra. E é com esses poderes unidos que vencem a ameaça e restauram o equilíbrio da natureza.

“É uma história aparentemente simples, mas divertida e com uma ‘pegada’ de ação, aventura e amizade bem construída”, ressalta Cunha.

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