As duas integrantes das Pussy Riot (Foto: Reprodução/AmnestyInternational/Scmp.com)
As duas integrantes das Pussy Riot (Foto: Reprodução/AmnestyInternational/Scmp.com)
As duas integrantes das Pussy Riot agora tem a própria organização (Foto: Reprodução/AmnestyInternational/Scmp.com)

Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina do grupo Pussy Riot criaram uma ONG para proteger os direitos dos prisioneiros. O anúncio foi feito nessa quinta (13) em uma coletiva em Saransk, na Mordóvia, região autônoma da Rússia. Chamada de Zona Prava (ou Zona da lei, em tradução livre), a organização vai lutar pelos direitos humanos e contra abusos legais cometidos pelos governos.

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O líder da Zona Prava será Vladimir Rubashny, que atuou como psicólogo de sistemas prisionais. No próximo mês Nadezhda e Maria viajam para Los Angeles e Nova York, nos EUA, para promoverem a criação da ONG. O site da organização vai receber denúncias sobre abusos e casos onde os direitos dos presos não foram respeitados.

A sede ficará na Mordóvia, a 500 quilômetros de Moscou. O local é conhecido por abrigar diversos complexos penitenciários. “É provavelmente a mais aterrorizante rede de campos e dizemos isso por experiência própria”, disse Nadezhda em entrevista ao site de notícias Pro Gorod Saransk.

Durante o lançamento, as integrantes foram atacadas com anti-séptico quando tentavam se aproximar do centro da prisão onde uma delas esteve presa.

Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, ao lado de Ekaterina Samutsevich foram presas no ano passado após fazerem uma oração punk na Catedral do Cristo Salvador, em Moscou. Elas foram libertadas após dois anos por causa de uma lei de anistia russa.

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