Foto: Marco Bonachela. (Divulgação).

O músico pernambucano Juvenil Silva se prepara para o lançamento do quarto disco da carreira, o Um Belo Dia Nesse Inferno, em meio ao turbilhão de energias caóticas que o país está vivendo. Diferente de seus trabalhos anteriores, que bebiam do rock e das guitarras distorcidas, o artista experimenta no novo álbum a atmosfera do folk psicodélico e da canção, com uma pegada mais popular. O trabalho vem ao mundo nesta segunda-feira (10).

As 10 faixas que integram a tracklist estão quase sem guitarra, prevalecendo nelas, os violões de aço, nylon, 12 cordas e um lendário instrumento: o tricórdio de Lula Côrtes. As influências que regem as melodias leves com letras mais incisivas, vão de Zé Ramalho, Bob Dylan, Belchior, Lula Côrtes, Syd Barret, a Flaviola, Nick Drake e a cantora Nico

O disco traz as participações especiais de artistas como Régis Damasceno (Cidadão Instigado) nas programações, Lucas Gonçalves (Maglore) no violão, Pedro Huff no violoncelo, Bonifrate (Ex-Supercordas) fazendo teclado e viola de 10, D Mingus com flautas e programações, entre outros músicos locais.

“Esse é um disco de um novo eu, não pelo som, mas pela coragem de expor, cantar e ser quem sou, quem fui. Diferente daquele de 2013, que optou por não se mostrar tanto. O disco tá aí, tem um ar de leveza, calmaria e reflexão para esses tempos turbulentos e cruéis. Recentemente, lancei também o Depois da Curva, um álbum bem político, com a moçada do coletivo Avoada, e em breve vem mais trela com outros projetos, como a Dunas do Barato. Fiquemos firmes e sigamos amando e mudando as coisas, sim”, reflete Juvenil.

A capa do disco é uma pintura do artista plástico olindense Gilvan Correia.
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