Estreia: Lavra, longa de Lucas Bambozzi, discute as tragédias causadas pelas mineradoras em MG

O documentário acompanha o caminho da lama tóxica que contaminou o rio Doce e matou 19 pessoas

O longa-metragem retrata os impactos da mineração na paisagem de Minas Gerais. (Foto: Divulgação).

Após percurso por importantes festivais como o IDFA 2021 (Amsterdã), Hotdocs 2022 (Toronto), Festival de Cine de Lima e prêmios no Festival de Brasília e Mostra Ecofalante, o documentário Lavra, do mineiro Lucas Bambozzi, estreia nas salas de cinema nesta quinta-feira (6), nas cidades de Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro, Aracaju, Salvador e Brasília. O longa discute as tragédias causadas pelas mineradoras na paisagem, na vida e na alma de Minas Gerais.

O filme é um documentário híbrido, no qual a personagem ficcional Camila, interpretada pela atriz Camila Mota, interage com personagens e situações reais. O enredo mostra a jornada da geógrafa mineira que retorna dos Estados Unidos para sua terra natal após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, um dos maiores crimes ambientais da história do país. Camila segue o caminho da lama tóxica que contaminou o rio Doce, varreu povoados do mapa e matou 19 pessoas. Até que chega, porém, o momento em que outra barragem se rompe, em Brumadinho, matando cerca de 300 pessoas. Ao ver a tragédia de perto, ela se envolve com movimentos de resistência, saindo do individualismo e partindo para a coletividade.

O longa foi escrito por Christiane Tassis e a produção é da Trem Chic Cine Video Lab. A estreia no Brasil de 2022 reacende a urgência do debate sobre os retrocessos no campo ambiental para além do estado de Minas Gerais.

Confira o trailer:

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