Festa boa na cidade promete encher o Baile Perfumado: neste sábado (10), a partir das 22h, os sucessos de Jorge Ben Jor serão revisitados pelos conterrâneos da Nação Zumbi, dentro do projeto paralelo Los Sebosos Postizos. A noite conta ainda com show da Banda Eddie.

O hype em torno da formação que entoa ao vivo os clássicos da carreira mais prolífica do carioca começou como uma festa: a “noite do Ben”, onde Jorge du Peixe (vocal), Lúcio Maia (guitarras), Dengue (baixo) e Pupillo (bateria e percussão), todos ilustres integrantes da Nação Zumbi, animavam o verão do Recife e de outras cidades.

O grande encantamento para as grandes gerações (e, podemos arriscar, também para os mais velhos) é justamente a releitura de clássicos e jóias raras de Jorge Ben Jor, com pegada dub, mistura improvável que resulta em um som original e “viajado”. A ideia deu tão certo que dez anos depois, as farras sonoras daquelas noites hoje lendárias passaram por uma alquimia e se transformaram em um CD de 14 faixas com um título que entrega de cara seu conteúdo: Los Sebosos Postizos Interpretam Jorge Ben Jor (disponível no Spotify).

Primeiro dia de shows do Festival Maquinaria a banda Nacao Zumbi abriu o palco principal.

Primeiro dia de shows do Festival Maquinaria a banda Nacao Zumbi abriu o palco principal.

Para o show no Recife, boa parte das músicas selecionadas para o repertório pertence aos anos iniciais de carreira de Jorge Ben e não ao período considerado canônico, aquele que, digamos, vai de Força Bruta até África Brasil. São faixas como A Jovem Samba, Descalço no Parque ou A Tamba, onde ele jogava suingue na Jovem Guarda ou na Bossa Nova.

A noite fica completa com um toque do Original Olinda Style da Banda Eddie. Direto de Olinda para o mundo, os pernambucanos conquistaram espaço na cena nacional e prometem um show que passeia pelos seis discos lançados. O mais recente deles saiu no ano passado. “Morte e Vida” faz uma referência ao título Morte e Vida Severina e no som é carregado de surfrevos, baladas de amor; mas também guarda uma musicalidade enigmática, seja nos sambas de acento punk, seja nas canções em que o romantismo exibe seu sabor mais amargo.

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