Turn me Off é a faixa mais otimista do disco, calcada em cima de um beat Hip-Hop cercado por riffs de guitarra e synths analógico e digitais (mais uma dicotomia).

Depois de 14 meses pulando do software de edição de vídeo para o de áudio, criando texturas visuais e sonoras extremamente processadas e que se influenciaram de maneira simultânea, Lou Schmidt lança “Turn Me Off”. Essa é uma coleção de três músicas e três videoclipes, disponíveis em todas as plataformas digitais, que seguem um caminho independente, produzidas na filosofia “faça você mesmo”.

O artista é o responsável por compor as músicas, arranjar, fazer as letras, tocar todos os instrumentos, samplear alguns outros, cantar, gravar, mixar, filmar cada uma das cenas, tratar, manipular, distorcer e editar todos os clipes. Um trabalho homérico, mas também transformador.

Embalado por uma estética glitch, lofi e bem anos 80, o projeto traz tom industrial, misturando rock, música eletrônica e também alguns elementos acústicos e vocais pop. “Gosto de pensar que moro numa realidade distópica, quase cyberpunk. Acho que a minha arte é bem inquieta e barulhenta, mas milimetricamente planejada e controlada”, ressalta.

Nas letras, quase autobiográficas, uma reflexão sobre rotina, caos, ansiedade, obsessão por propósito, necessidade de se desligar e de criar bolhas para conseguir fugir da cidade que, muitas e muitas vezes, sufoca e oprime.

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