Morre Gal Costa, uma das maiores vozes da música brasileira, aos 77

Informação foi confirmada pela assessoria da artista. A causa da morte não foi revelada

Foto: Julia Rodrigues/Biscoito Fino.

Gal Costa, um dos mais importantes nomes da música brasileira, morreu aos 77 anos nesta quarta (9), aos 77 anos. A informação foi confirmada por sua assessoria de imprensa. A causa da morte não foi anunciada.

A cantora cancelou de última hora sua apresentação no Primavera Sound, que aconteceu no último final de semana, em São Paulo. Segundo sua assessoria, a cantora iria se recuperar de uma cirurgia para a retirada de um nódulo na fossa nasal direita.

A cirurgia aconteceu em setembro logo após sua apresentação no festival Coala, em São Paulo. A artista tinha várias datas da turnê As Várias Pontas de uma Estrela, marcadas para dezembro e janeiro.

Nascida Maria da Graça Costa Penna Burgos, em Salvador (BA), Gal Costa foi uma das vozes mais conhecidas da música brasileira desde o início de sua carreira. Ela chegou a trabalhar como balconista de uma loja na capital baiana até ser apresentada à Caetano Veloso no início dos anos 1960.

Com Caetano, Maria Bethânia e Gilberto Gil ela integrou os Doces Bárbaros, que lançou um dos mais importantes discos da MPB dos anos 1970. Ela também participou do clássico Tropicália ou Panis Et Circencis, disco definidor do movimento tropicalista.

Mas foi em 1971 que Gal Costa atingiria seu ápice e teria, ela também, um disco clássico. Fa-Tal, baseado em um espetáculo de sucesso, se tornou um dos mais cultuados discos da música brasileira até hoje.

Logo em seguida, Gal vivenciou um período de alta popularidade e se tornou uma voz bastante popular e reconhecível. Participou da abertura e trilhas sonoras de diversas novelas, um potente divulgador da MPB entre os anos 1960-90. Foi o caso de “Modinha Para Gabriela”, sucesso de Dorival Caymmi para a abertura do folhetim inspirado em Jorge Amado. E o que dizer de “Brasil”, icônica interpretação de Gal para a abertura de Vale Tudo.

Sua lista de hits é intensa, com parcerias com diferentes compositores, de Chico Buarque a Djvan, passando por Milton Nascimento e Moraes Moreira. Entre elas estão “Festa do Interior”, “Futuros Amantes”, “Nuvem Negra”, “Folhetim”, “Meu Nome é Gal”, “Força Estranha”, “Força Estranha”, “Vapor Barato”, “Vaca Profana”, entre outros.

Em 2011, a artista decidiu experimentar com outros estilos e lançou Recanto, álbum que traz experimentos com sua voz em arranjos mais inusitados e letras de forte teor político, como “Neguinho”, mais uma colaboração com Caetano Veloso. Gal seguiu inquieta e lançou mais um álbum de novas composições em 2016 com Estratosférica, onde se aproximou de compositores e músicos da nova geração. São desse disco faixas como “Jabuticabá” e “Quando Você Olha Pra Ela”.

Seu último disco foi Nenhuma Dor, que traz uma coletânea de faixas famosas de seu repertório que falam sobre liberdade e resistência à ditadura e que traz participações especiais de Rubel, Zeca Veloso, Silva, Rodrigo Amarante e Tim Bernardes.

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