Foto: Divulgação.
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O cineasta português Manoel de Oliveira, um dos mais importantes diretores do mundo, morreu nesta quinta (2), aos 106 anos. Segundo o jornal Público, ele estava ao lado de sua família.

Ele morreu do jeito que queria, filmando até o fim. Seus últimos trabalhos foram O Velho do Rastelo e Chafariz da Virtude, de 2014. A estreia aconteceu em 1923, Fátima Milagrosa, como ator. Só em 1931 estreava atrás das câmeras, assinando Douro, Faina Fluvial, de 1931.

A carreira longeva não foi apenas prolífica, mas também relevante. Ele foi agraciado com o Leão de Ouro de Veneza em 1985 por O Sapato de Cetim e a Palma de Ouro em Cannes com A Carta, de 1999. Ao todo foram 62 filmes, entre longas e curtas e 47 prêmios.

Uma de suas marcas mais conhecidas foi o tom universal de seu cinema. Seus trabalhos trazem reflexões sobre a vida humana a partir de um entendimento filósofico do mundo. E trazia uma dose de fatalismo que tanto se relacionam como pensadores como Nietzsche quanto a tradição bíblica. Os atores que participaram de seus filmes também destacam sua sensibilidade para tratar os personagens, mas também a coragem para retratar a realidade da vida em Portugal.

Manoel de Oliveira faleceu após uma parada cardíaca. Deixa a mulher, Maria Isabel Brandão de Meneses de Almeida Carvalhais e quatro filhos, netos e bisnetos.

https://www.youtube.com/watch?v=1Dv1OpvG5E0

https://www.youtube.com/watch?v=ViYWJ48E7AE

https://www.youtube.com/watch?v=p5HgOBZ_C3s

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