O Grupo Totem apresenta nesta sexta (16), às 20h, no seu canal do YouTube, Tekoá, a última videoperformance inédita do seu projeto de pesquisa GeoPoesis. A Mostra Geocorpoética teve início em setembro e encerra-se no dia 23 de outubro, com o lançamento do videoarte experimental GeoPoesis. Após a exibição haverá um debate com o crítico, professor e realizador de cinema Alexandre Figueirôa, e os diretores da série Fred Nascimento (também diretor do Totem) e o diretor e editor Zé Diniz

Após anos dedicados ao teatro e à dança, o Totem vem se consolidando como um grupo multimídia, com sua proposta de misturar inúmeras linguagens. Além do teatro e da dança, o grupo incorpora cada vez mais em seu trabalho artes visuais, música, poesia, performance e ritual. Sua produção ampla e múltipla, contém performances, espetáculos híbridos e performáticos, intervenções urbanas, shows, fotoperformances, publicações, e mais recentemente, videoperformances e videoarte/experimental. 

Grupo Totem lança filme inspirado nos rituais dos povos indígenas

No ano em que completa 30 anos de trabalho o grupo Totem lançou seu primeiro filme, o GeoPoesis. O longa é um dos destaques do FestCine, no Cinema São Luiz, no Recife, e será exibido nessa quarta (5). Após longo processo de vivências performáticas e ritualísticas, juntamente com vasta pesquisa e imersão profunda na força ancestral, impressa nas terras indígenas dos povos indígenas Pankararu, Xukuru e Kapinawá, o Grupo Totem chegou ao vídeo performance GeoPoesis. Grupo Totem: o teatro alternativo […]

Read more

Em 2017, o Totem iniciou a pesquisa GeoPoesis, cuja nascente se encontra na sua pesquisa anterior Rito Ancestral Corpo Contemporâneo, experiência que resultou na montagem cênica Retomada, vencedora de vários prêmios no 24º Janeiro de Grandes Espetáculos, em 2018. 

Durante as residências realizadas nas aldeias, o Totem apresentou o espetáculo Retomada e gravou as performances que se tornaram a base do audiovisual GeoPoesis, uma simbiose dos corpos com a natureza, um mergulho sensorial na natureza das terras dos povos Pankararu, Kapinawá e Xukuru. Uma visão particular do Totem, sobre a relação corporal poética do ser humano com a terra.

GeoPoesis fez sua estreia na 20ª edição do FestCine, onde levou o primeiro lugar na categoria Videoarte/experimental e prêmio melhor trilha sonora geral na mostra competitiva geral. O trabalho participou ainda do Cefalù Film Festival 2019, na Espanha, entre outras mostras. Muitas das performances gravadas durante a pesquisa/processo, todavia, acabaram não entrando em GeoPoesis, e hoje formam a série Geocorpoética, de videoperfomances, em que cada episódio encarna processos de criação de uma poética localizada entre o corpo em performance e a terra sagrada. 

A Mostra teve duas finalidades, divulgar as videoperformances do Totem e convidar o público a conhecer e se inscrever em seu canal do Youtube. A primeira videoperformance apresentada foi Xama, protagonizada pela atriz-performer Taína Veríssimo, que tem seu principal foco, na relação do corpo com o elemento fogo. Uma xamã, que através de um ritual, convida cada um a manter aceso seu fogo interior. O segundo episódio foi Kûara, com Inaê Veríssimo, kûara é se conectar com a sabedoria de poder renascer todo dia, é se fazer sol. A terceira chama-se Monã, com a xamãe Lau Veríssimo, um corpo terra que marca território, definindo, decidindo, um corpo que é a própria paisagem, Monã guerreira. 

Na quarta semana foi a vez de Tucun, com Juliana Nardim, o corpo raiz, o corpo que adentra o chão nutrindo e sendo nutrido. Um corpo conexão, tornando uno o que está em cima e o que está em baixo. A quinta videoperformance exibida foi Urutau, com Gabi Cabral, um pássaro que enxerga com os olhos fechados, que ao perceber o mundo, percebe-se. Uma interação do conhecimento exterior com a sabedoria interior. A sexta semana da Mostra Geocorpoética, traz Tekoá, um movimento coletivo, a força de mulheres, da energia do corpo território em expansão. Por fim GeoPoesis, fechando o ciclo. Todos episódios estão disponíveis no canal do Totem no YouTube.

Leia Mais
“A arte é excludente quando não se tem acesso a ela”, diz Liliana Tavares, idealizadora de festival de cinema totalmente inclusivo