A chega à sua 14ª edição em um formato híbrido com sessões online e eventos presenciais na cidade de Belo Jardim, interior de Pernambuco. A mostra, que une música e audiovisual, começa nesta quarta (29) e vai até o dia 3 de outubro.

A Revista O Grito! apoia a mostra é uma das mídias oficias deste ano.

Com uma programação gratuita, a Play The Movie está com três dias de sessões que trazem curtas selecionados por uma convocatória nacional e ainda lança seis clipes inéditos de artistas pernambucanos. Em um edital que foi dedicado a criação de novos videoclipes, dois artistas por dia vão mostrar essas produções no início da noite pela internet. Tudo pode ser conferido online no site www.coquetelmolotov.com.br.

“Esta é uma edição muito especial da Mostra Play The Movie. Não só porque estamos realizando o evento de forma híbrida após o intervalo de um ano de pandemia, mas também porque estamos aumentando e expandindo o campo de atuação do evento”, considera o jornalista e produtor Jarmeson de Lima, que dividiu a curadoria da Mostra com Libra Lima e a MOKA Creative. Para ele, “a seleção reflete uma grande diversidade de temas, formatos e de produção, alcançando profissionais do audiovisual do Norte ao Sul do país atingindo em cheio os objetivos das convocatórias que foi garantir um olhar plural sobre o que tem sido criado atualmente”.

O primeiro dia da Play The Movie traz por tema “Corpo Território” e apresenta os novos clipes da cantora Uana e do cantor e performer Ciel Santos e também os curtas “Corpo-Capital” (Dir: Domingos Júnior, PE), “Planta Baixa” (Dir: Clara Martins Hermeto, SP), “O Galo Desperta Perdonami Giotto” (Dir: Desirée Hirtenkauf, RS), “Sankofa” (Dir: Dalila Costa, PA) e “Cozinheiras de Terreiro” (Dir: Tauana Uchôa, PE).

“O Silêncio do Som” é o tema da segunda noite de mostra e vem trazendo os lançamentos dos clipes de Siba Carvalho e Ororo e ainda uma sessão com os curtas “Tatuagem” (Dir: Amanda Hecht, RJ), “Retrato falado de ‘Obscuro'” (Dir: Humberto Schumacher e Maithan Knabach, RS), “Manifesto O Palco é a Rua – A Música nos Espaços Populares” (Dir: Laura Sousa e Guilherme Patriota, PE), “Amarelo Cárcere” (Dir: Pedro Mendes, RS) e “Fundo Sem Poço” (Dir: Maria Alice Oliveira, PR).

A última noite de sessões tem por temática “Entre o Senso e o Sonho” com mais dois novos clipes onde a Play The Movie tem a honra de lançar os trabalhos de Hórus e Mun-Há e apresentar os curtas “Pindorama, Terra das Palmeiras” (Dir: Zahra Alencar, SP), “Não Me Chame Assim” (Dir: Diego Migliorini, SP), “Movimentos Distantes” (Dir: Alcimar Verissimo, PE), “Sangue Selvagem” (Dir: DJ Suculenta, PE) e “Tentativas de Visualizar o que não é Verbalizado” (Dir: Ythalla Maraysa, PE).

“Durante a seleção das obras tivemos um cuidado especial com a territorialidade, pensando nesses artistas e projetos a partir do lugar que eles habitam e a partir de que linguagem eles têm e que se relacionam com o lugar de onde eles são oriundos e do que eles representam”, explica Libra Lima, que fez parte da curadoria da Play The Movie nesta edição.

Cine-Concertos

O encerramento da 14ª Play The Movie vem com cine-concertos inéditos com quatro diferentes atrações que foram selecionadas por um edital específico lançado em agosto. Em formato virtual e com apresentações que foram gravadas no espaço Chaminé em Belo Jardim, a mostra se encerra com os cine-concertos de grupos que vieram do interior de Pernambuco como Abaixo de Deus e a Força dus Encantadus, Mago Trio e PRK e mais a cantora recifense Una.

Junto aos shows, foram projetadas para as apresentações imagens de obras em parceria com a Tela Trans, o primeiro acervo virtual brasileiro do cinema feito por e para cineastas trans. O projeto foi idealizado pela travesti Caia Maria Coelho e pela pessoa não-binária Pethrus Tibúrcio levantando mais de 135 filmes disponíveis no portal www.telatrans.com.br.

“Conseguimos ter uma interseção bem interessante no que diz respeito a essas linguagens quando a gente lembra que estamos falando sobre realizadores trans do Brasil inteiro que estão construindo obras que falam sobre uma série de questões que também se envolvem com essas atrações”, ressalta Libra.

Oficinas

Durante os dias de programação, a Play The Movie oferece quatro oficinas, sendo duas delas de forma online e duas de forma presencial na cidade de Belo Jardim. As inscrições estão abertas até o dia 29 de setembro com temas ligados à música, à produção audiovisual e a elaboração de projetos.

A abertura do evento vem com uma mesa virtual de debates discutindo o tema “Insurgências possíveis no audiovisual do Brasil em 2021” no dia 29 de setembro às 19h. O debate conta com mediação da jornalista Luciana Veras e a presença de profissionais do cinema brasileiro contemporâneo como Sabrina Fidalgo e Julia Katharine.

O primeiro dia de oficinas vem trazendo o produtor musical João Meirelles do Baiana System abordando conceitos e técnicas da produção musical eletrônica focado na manipulação dos sons para a criação de músicas autorais brasileiras. Nos dois dias seguintes, a cidade de Belo Jardim recebe as oficinas “Viabilizando Sonhos Culturais (Elaboração de Projetos)” com a produtora Eliz Galvão e “Videoclipe DIY (Faça-Você-Mesmo)” com o produtor audiovisual Heleno Florentino.

E no sábado (02/10) de forma online, o cantor Getúlio Abelha oferece uma masterclass onde apresenta seus trabalhos e comenta os aspectos de sua realização. Natural do Piauí e radicado em Fortaleza, Getúlio Abelha vem misturando referências do forró eletrônico com pop e uma atitude punk conquistando espaço na crítica, lançando singles e apresentando shows pelo país.

Apoio

A conta com o incentivo do Instituto Conceição Moura desde sua primeira edição em Belo Jardim. O Instituto Conceição Moura é uma organização privada, sem fins lucrativos, concebida e mantida pelo Grupo Moura, com atuação autônoma na promoção de Transformação Social por meio da Arte & Cultura, Educação e Meio Ambiente. O seu maior objetivo é tornar Belo Jardim, a 180 Km do Recife, uma cidade melhor para se viver. Anualmente, 30 mil pessoas são beneficiadas pelas ações e projetos do Instituto, cujo nome é uma homenagem à empreendedora e cofundadora do Grupo Moura, Conceição Moura.

Os projetos desenvolvidos favorecem o desenvolvimento educacional, cultural e socioambiental de crianças e jovens da cidade. As ações acontecem de forma integrada e em parceria com o Poder Público e instituições privadas, articulando competências, ferramentas e métodos para desenvolver jovens, apoiando-os na superação dos desafios da vida pessoal e na construção de uma comunidade mais cidadã, sustentável, crítica e engajada na busca por soluções.

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