MUNA abraça a liberdade em nova fase com disco homônimo

Primeiro trabalho pelo selo de Phoebe Bridgers mostra um trio instigado na mistura do dance pop com o rock noventista

MUNA abraça a liberdade em nova fase com disco homônimo

Primeiro trabalho pelo selo de Phoebe Bridgers mostra um trio instigado na mistura do dance pop com o rock noventista

MUNA abraça a liberdade em nova fase com disco homônimo
3.5

MUNA
Muna
Saddest Factory/Dead Oceans, 2022. Gênero: Pop

O trio de Los Angeles MUNA, formado por Katie Gavin, Naomi McPherson e Josette Maskin, chega ao terceiro disco em uma nova e instigante fase, que marca também um passo em direção a uma maior liberdade criativa que parece ter feito bem ao grupo. Trata-se do primeiro trabalho por um selo independente depois de desventuras por uma grande gravadora, a RCA, casa dos dois primeiros álbuns.

Para marcar esse novo momento, as artistas decidiram lançar um álbum homônimo, como se estivessem novamente se apresentando ao cenário musical. E a liberdade pulsa ao longo de toda a audição do disco, que tem uma batida pop muito marcada, mas sem perder a aura de rock alternativo que sempre foi a marca delas. Faixas como “What I Want” e “Anything But Me” soam como uma amálgama criativo entre Robyn e Mitski, com pitadas do pop adolescente dos anos 90, como Avril Lavigne.

Outras faixas vão fundo no manual do pop-rock, como “Silk Chiffon”, que traz a participação da nova chefe Phoebe Bridgers (o trio assinou com o selo de Bridges, o Saddest Factory). As letras trazem reflexões no campo dos relacionamentos, amizade, vivências jovens, como pede a cartilha.

Não há nada muito diferente do que já foi diversas vezes testado no pop internacional, mas a execução e entrega do trio é tão bem orquestrada que o ouvinte acaba não sentindo falta de nada. É uma instigante nova fase de uma das bandas pop mais interessantes a surgir no cenário recentemente.

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