NUDA
Menos Cor, Mais Quem
[independente ,2008]

O EP da banda pernambucana foi lançado virtualmente em janeiro deste ano e com o título de Menos Cor, Mais Quem surgiu com a missão de “renovar” a cena pop da localidade. Ledo engano. Nuda é uma banda sem identidade musical, ou mesmo sem vinculação a qualquer tipo de gênero. No Myspace, por exemplo, foi classificada como bossa nova, ao ouvir o EP tem-se a impressão de que se está ouvindo uma banda que beira o rock com uma pequena mixagem de psicodelia dos anos 70. Em contrapartida, a música que abre o disco mais se assemelha a um reggae mal composto e tocado desarmonicamente numa noite de sexta-feira no XinXin da Baiana, lá no bairro do Carmo, cidade de Olinda. Junto a isso estão letras que de tão pensadas soam como se fossem de rima forçada e idéias digamos…desconexas. Bem, é isso. [FA]
NOTA: 3,0

PJ Harvey
The Peel Sessions 1991-2004
[Fontana Island, 2006]

John Peel, nascido em 1939 e morto em 2004, formou levas de ouvintes em todo Reino Unido. Uma fã de seus programas de rádio em especial virou cantora e criava seus álbuns imaginando se eles passariam no crivo de seu ídolo. A sorte de é que o radialista ficou de quatro pelo seu disco de estréia e passou a chamá-la com freqüência para apresentar-se em suas Pell Sessions. “Sheela-Na Gig” é o único hit desta coletânea de performances “ao vivo em estúdio” de Harvey. Não fosse por ela, o CD seria inteiro de lados Bs e faixas obscuras o que confere ao disco, sempre, um certo quê de ineditismo. Vale muito a pena ouvir. [FA]

NOTA: 8,0

The Beel Rays
Hard, Sweet and Sticky
[Anodyne, 2008]

Se Tina Turner recuperasse sua melhor forma de decidisse ingressar numa banda de rock, essa banda se chamaria The BellRays. A voz de Lisa Kekaula rende comparações livres com várias divas da música negra mundial. Os que conferiram o show da banda no Brasil em 2007 para o lançamento de Have A Little Faith atestou que a californiana não é um mero truque de estúdio. Além de esbanjar potência fora do comum, ela interpreta com a alma. E em momento algum soa deslocada da barulheira produzida por seus comparsas de banda. A equação funciona melhor ainda quando o grupo alivia a mão nos instrumentos e faz uso de falsetes como reforço da melodia. Lindo de se ver. [FA]

NOTA: 7,0

  1. Antes que o ”author” se defenda de novo dizendo que é a banda que tá comentando, o Arthur Dantas aí é da revista +soma , fora ele tem o pessoal da trama, do meiodesligado, do dosol… o que uma crítica superficial e precipitada não faz…

  2. Caí aqui sem querer pesquisando pela nuda, achei os caras na revista +soma desse mes, logo vi essa resenha do tal de fernando… Cara, acho melhor vc apagar isso daqui pois já tá ficando feio pra você, eu achei o som dos caras fodão, inacreditável o que li viu…

  3. esse Fernando escreve de música como se escrevesse de decoração na revista Caras. A resenha do Nuda é uma dessas pérolas para ser divulgada por aí. Se eu fosse a banda, colocaria essa resenha no site deles sem mais nenhum comentário. O cara é um gênio as avessas!

    Sem contar o quanto é reacionário nos termos e na maneira como trata dois artistas mais antigos e um novo.

    P.S: antes que me acusem de bairrismo, sou de São Paulo.

  4. Esqueci de dizer que coloquei esse comentario basicamente pela resenha do ep da Nuda , faço parte do ciclo de relacionamentos deles tambem como muitos aqui , mas sem ser amiguinho e sim admirador do trabalho complexo e belissimo dos caras.
    Fiquei pensando no trampo que dar criar uma melodia, escrever uma letra , procurar um balizamento estetico que satisfaça não a um mas a um conjunto de individuos secos parar externar suas individualidades, arrumar tudo isso numa harmonia mesmo que aparentimente desorganizada, ensaiar, gravar e divulgar .
    E ai alguem escuta e diz que não gostou , ou gostou por algum motivo, ou se sentiu melhor , incomodado talvez, agredido ou recompensado, é ai que faz sentido o ideal artistico.
    Criar é dificil e penoso mesmo , falar do existente todo mundo faz , dizer se é bom ou ruim é muito vago e pessoal.

  5. Grande Fernando , sou musico tambem tenho banda e ja estou acostumado com comentirios vazios que se generalizam em epocas de internet, isso acontece muito na área musical, acho que nem preciso falar disso pra você talvez. Sinto que falta também de grande parte da crítica conhecer melhor quem produz arte no caso aqui música. Se fosse um pintor ou escultor não bastaria apreciar a obra, ou bastaria ? Alguem acha que basta uma pesquisa no google?
    Conhecer quem faz, seu ambiente físico e emocional, suas pertubações e inspirações , suas loucuras e razões, no mínimo bater um papo acho que poderia te ajudar nas proximas.
    abraço e estamos sempre aqui pra ler e contribuir.

  6. Quando conheci NUDA axei o som um tanto confuso, mas é porque é novo mesmo.
    Vale lembrar que, para fazer uma crítica de um trabalho, não é necessário conhecer toda a vida e obra de uma pessoa. O artista pode ter 80 anos de estrada, e continuar fazendo um álbum ruim e tirando grana do bolso pra bancar os discos. Uma longa estrada não influencia em nada o trabalho final.
    Abs,
    Lidianne Andrade

  7. Uma pena ver que boa parte dos comentários que estão sendo realizados neste post em nada acrescentam ou mesmo sequer vão de encontro aos argumentos da pequena crítica sobre Nuda. Fãs e partícipes da banda (pelo próprio envolvimento emocional com a mesma) não possuem base suficiente para derrubar a insenção das críticas praticadas através do perfil editorial d’O Grito.

    Se vocês procurarem se informar, a crítica requer, primeiro, um certo distânciamento do produto que está sendo esquadrinhado. Então não tem nada haver com bom humor ou mesmo um bom, ou mal dia.

    Uma pena ver que não são todos os artistas que sabem receber críticas, sejam elas positivas ou negativas. E continuam se mantendo ligados à velha brodagem que permeia os círculos culturais no Estado de Pernambuco.

    Bem é isso!
    Abraços!

  8. A galera da banda ficou putinha.

    Cena do Recife = gurizada mal comida e mal amada.
    Só tem emo por aqui.

    Deve ter sido a única resenha desse disquinho.

  9. Olá,

    Acompanho a NUDA desde a sua formação e confesso que no começo não me identifiquei com o som dos meninos , por ser algo além do que estava acostumada a ouvir.
    No entanto, após conferir as letras –de uma inteligência rara nos dias atuais- bem como a performance ao vivo dos caras –um show a parte- não pude continuar sendo indiferente a algo tão inovador.
    Desconexa, talvez , encontra-se esta crítica, pois para opinar é preciso ter trabalho,pesquisar. Não digo ler e ouvir superficialmente -como aconteceu com você, Fernando, que se limitou ao my space da banda, que apesar de muito visitado e elogiado não foi objeto de suas letras ferrenhas – mas sim ouvir a NUDA em uma noite de sexta-feira, no Xixin da Baiana , em Olinda (pq não?!), e aí , quem sabe escrever algo menos vago e impreciso, tal como foi sua crítica.
    Bom, pelo ao menos valeu para encher um pouco essa página de comentários, que de uns tempos p cá é coisa rara em suas colunas.
    Valeu!

  10. Poha, que curioso, tava lendo a resenha dos discos e pensando… gosto do pj e concordo com a resenha, mas discordo muito com a do nuda… descobri eles por um amigo que é amigo de um deles e confesso que fui gostando aos poucos, fui num show esses dias na livraria do paço, caraca foi bom mesmo. é isso.

  11. “Nuda é uma banda sem identidade musical, ou mesmo sem vinculação a qualquer tipo de gênero.”

    Fernando, não ter identidade musical e não se vincular a algum gênero são sinônimos para você?

    Do meu ponto de vista – sim, porque eu assinei esse texto, vê?-, não ter identidade musical é algo que se aplica muito bem aos readymades da falecida indústria fonográfica: se ajustam às tendências de cada verão apenas reaplicando a mesma fórmula.

    Mas “não se vincular a qualquer tipo de gênero”, por outro lado, me parece algo (vejam só!) bom.
    De fato, para um dito músico se ater a algo insignificante como ficar dentro de um único gênero musical, melhor seria se fosse um burocrata.

    Enfim, achei que isso já tinha resvalado pro bom senso, mas se não, aqui vai a novidade: gêneros de myspace só servem para dar uma mão a resenheiros com preguiça de resenhar direito.

  12. Olá, Fernando. Beleza?
    Estava lendo essas suas resenhas, e vi algumas coisas que achei interessantes.
    A sua criatividade em comparações e invenções beiram o lúdico. Na resenha sobre a Nuda, você diz que a banda surgiu com “a missão de renovar a cena pop da cidade”. Me pergunto como uma pessoa que pode ser uma formadora de opinião, escreve um comentário aleatório como esse. A impressão que dá, é que parece mais uma frase pronta de resenheiros/blogueiros imaturos, do que uma frase analisada e pesquisada. Antes de projetar seu próprio ego no trabalho de outras pessoas afirmando que elas buscam a renovação de algo, você ao menos poderia ter procurado no próprio google algumas informações. Em vez de colocar a carecterística do myspace mais irrelavente que existe (como o gênero musical), poderia ter argumentado um pouco o fato de a banda ter estado no top 10 em downloads nesse mesmo site de relacionamento. No seu texto, fica claro que o que você espera de um artista, é que ele siga os mesmos padrões musicais que até hoje agradaram seus ouvidos, quando na verdade se nota claramente, que uma banda como a Nuda busca nas mais variadas fontes uma forma de se expressar.
    Ao citar desarmonia, você fechou com chave de ouro o texto. Demonstrando, que nem de jornalismo e nem de música você entende.
    Eu particularmente acho, que você poderia aproveitar muito melhor seu tempo na internet, e antes de tornar públicas palavras como essas, entendesse o valor que elas podem ter para uma pessoa, visto que essa coluna pode ser acessada livremente.

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