O músico baiano lança o álbum Formiga Preta com influência de jazz, rock e Nordeste. O terceiro disco do guitarrista pode ser ouvido em todas as plataformas digitais.

Natural da cidade de Paulo Afonso (BA), o guitarrista apresenta um trabalho autoral instrumental com influências do jazz, rock em simbiose com elementos da música nordestina (baião, samba de chula, maracatu) fortalecendo a representatividade da música instrumental produzida no interior do estado.

Este seu novo trabalho foi um dos selecionados pelo “Prêmio das Artes Jorge Portugal 2020 – Premiação Aldir Blanc Bahia”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e chega à todas as plataformas de streaming pelo Selo Digital Ruffo no mês de maio.

Novos Sons: Luanda Luá une potências do rock e ska no novo EP “C.O.R.P.O.”

Completando 18 anos de estrada, a artista pernambucana Luanda Luá celebra o seu mais novo projeto, intitulado C.O.R.P.O. O EP já está nas plataformas digitais marcando nova fase na carreira da cantora e compositora. A proposta de C.O.R.P.O explora com leveza e qualidadeas composições da Luanda e parceiros, culminando numa mistura original e potente que unesuavidade e a força. Luanda é artista independente e conheceu a arte ainda criança, aos cinco anos, no coral da igreja, e foi diretamente influenciada […]

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Além do disco, o projeto ainda contempla o mini-documentário e clipe da composição “Cura” no YouTube (canal do artista). Rico em polirritmia e sincopado como um bom jazz tradicional, “Formiga Preta” flerta também com o jazz mais moderno, mais pop, sem deixar de ser orgânico. As dez faixas foram compiladas em três blocos temáticos que se utilizam das raízes e influências distintas para transitar com propriedade por estilos como rock, baião, maracatu, ritmos africanos, além do jazz fusion e acid jazz.

“A princípio a minha ideia era deixar uma coisa bem reta, bem rock, mas mudei o percurso desde que comecei a compor para o disco em 2018. Já vinha tocando em ‘jam session’ e preparando um show que seria lançado em 2020. A pandemia deu tempo para repensar esse conceito de música instrumental nordestina. Estou muito feliz com o resultado”, diz Igor Gnomo, por e-mail.

Embora distintas, as faixas trazem uma unidade no DNA da guitarra de Igor Gnomo, como uma assinatura nada óbvia, que marca sem precisar de extravagâncias. É uma mistura eclética que funciona e deixa claro se tratar de uma obra só.

“As primeiras são mais ácidas, depois dá uma caída para no fim voltar para cima. Quis manter a unidade do trabalho no timbre. E tem muito de minhas influências ali, de Gilberto Gil a Chico Science, Hermeto Pascoal a Red Hot Chilli Peppers, como também a guitarra jazz de Mike Stern, por exemplo. Tem um direcionamento, mas tem também a alma da improvisação”, explica.

Então Group, o músico lançou o primeiro trabalho autoral, NorDestino, em 2011. Em 2014 surge o segundo trabalho (Alquimia, Trilhos, Poesia) que gerou a circulação do grupo em importantes festivais no Brasil e Argentina, dividindo apresentações com nomes como Armandinho Macedo, Gabriel o Pensador, Luiz Carlini, Derico, Sandy Alê, Cainã Cavalcante e Luciano Magno.

Gnomo também é o diretor e idealizador do “Paulo Afonso Jazz Festival”, de 2016.

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