Montagem sob Divulgação.

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Recentemente, li uma notícia sobre o fato de ter criticado por conta de suas extravagâncias. Os comentários dos fãs da cantora chamaram a minha atenção. Era possível encontrar o típico “quem é esse mesmo?” (mais compreensível do que o “quem é Paul McCartney?” visto nas redes sociais durante a última cerimônia do Grammy – e no BBB) e até algumas discordâncias fundamentadas em argumentos incoerentes.

Contudo, o que me assustou foi ver, direcionadas ao líder do Culture Club, agressões como: “mas essa pintosa não pode falar mal dela”, ou “o que uma passiva dessa acha que tem o direito de criticar?”. Tudo num blog frequentado por um público, em sua maioria, assumidamente gay.

A ideologia que tira a legitimidade do discurso de um homem se ele não corresponder ao padrão do que as pessoas entendem como “ser homem” não é nova. Mas o que muito me decepciona no caso Boy George X Little Monsters é constatar que fãs de uma artista que luta contra a discriminação utilizam, na hora de defendê-la, as mesmas palavras de quem os ataca. Leia mais em nosso parceiro NadaErrado.

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