O novo filme da realizadora pernambucana convida artistas ativistas a responder, com seus corpos, à seguinte provocação: no Brasil de hoje, qual o gesto possível do agora? O longa fez sua estreia no festival Olhar de Cinema nesta sexta (9), com nova sessão dia 13.

A cineasta Déa Ferraz. (Divulgação/Cecilia da Fonte).

A ideia do longa surgiu com a eleição de Bolsonaro, em 2018. Em meio à perplexidade da vitória de um candidato declaradamente homofóbico e racista, a realizadora pernambucana Dea Ferraz sentiu o ímpeto de registrar o incômodo que a atravessava. “Estávamos – e ainda estamos – diante de uma crise sócio-política, mas também uma crise da oralidade e da imagem. Vimos discursos e imagens atuando fortemente na manipulação dos pensamentos das pessoas, num nível tão extremo, que perdemos a capacidade de dialogar na diferença. A imagem, para mim, parecia perder seu sentido, suas potências poéticas, sua liberdade. Um abismo se abria”, lembra a diretora.

A partir daí, Dea convida artistas ativistas para um mergulho corporal em uma caixa cênica, numa tentativa de resposta à agonia e, também, em mais uma investigação fílmica a explorar os limites da linguagem cinematográfica – vide suas obras anteriores, como Câmara de espelhos (2016), Modo de produção (2017) e Mateus (2019).

As sessões ocorrerão nos dias 9 e 13/10, no site www.olhardecinema.com.br, com ingressos a R$ 5. O festival, assim como vários outros eventos este ano no Brasil, realiza sua edição online por conta da pandemia do novo coronavírus.

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