Grupo faz parte da nova cena indie rock de Fortaleza e traz um som feito para viajar

A surgiu em 2014, como uma banda de garagem, partindo direto para canções autorais. Com um som que eles mesmos intitulam de música brasileira, por ser uma grande mistura e inspiração de artistas do nosso país, o grupo de Guaiúba, região metropolitana de Fortaleza, vem chamando atenção no Ceará. 

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A Santos vem na grande efervescência do indie rock cearense. Nomes como Selvagens à Procura de Lei, Garotos da Capital, Jangada Pirata e Projeto Rivera encabeçam o que eu considero a grande concentração do gênero no nordeste. Formada por Maia Neto (voz/guitarra/baixo), Vittor Vieira (voz/guitarra/baixo), Junior Cavalcante (guitarra solo) e Leanderson Carvalho (baterista), a banda, após cinco anos de seu início, enfim, lançou o primeiro EP, chamado Lentamente Você Dança, que também é o nome da primeira música feita pelos quatro amigos, lá em meados do Brasil 7×1.

O trabalho é um compacto com seis faixas: “Vocês Dois”, “A Moça”, “Meu Bem”, “Saudade”, “Seje Menas” e “Fumaça”. O disco fala sobre as nuances do amor, a descoberta de si mesmo e a leveza de crescer. É como assumir uma ilicitude de sentimentos internos, que nos assombram e puxam para a realidade do absurdo do nosso universo interior em relação aos universos das outras pessoas. Um astronauta de si mesmo, à deriva no cosmos. Esperando as coordenadas.

Qualquer uma dessas faixas poderia ser canções do Los Hermanos e, talvez, seja essa a maior influência da banda. Desde o nome das músicas, sonoridade, passando até pela condução da coisa. Neto e Vittor dividem os vocais e as composições, assim como lá trás Marcelo e Rodrigo fizeram.

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O destaque do disco vai para duas faixas: “A Moça” e “Meu Bem”, cantadas por Neto e Victtor, respectivamente. Eu as bem comparo como se fossem suas próprias versões de “Último Romance” e “O Vento”, sendo essa primeira, agraciada com um belíssimo e melancólico arranjo de metais em tom pastel, nas pessoas de Leandro Benson e Mateus Soares. “Dançando Lentamente” é um disco doce, que evoca aquela manhã ensolarada e azul de um domingo, onde você abre a janela para o vento bom entrar. Uma aura leve e boa que paira sobre nós ao simples dobrar de uma esquina.

https://open.spotify.com/album/63iyApsledMl0ZpxZwRd1e

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