lançou, com mais de um ano de atraso, o disco Donda, cujo nome é uma homenagem à mãe do rapper. O trabalho chega após várias audições em estádios e alterações nas datas de lançamento. Porém, o aguardado álbum acaba prejudicado por conta da participação no disco de , acusado por diversas mulheres de ser um agressor, estuprador e abusador, além de DaBaby, rapper que fez declarações homofóbicas contra soropositivos em um show recente.

Porém, mesmo ofuscado por essas participações equivocadas, o novo disco de Ye está longe de seus melhores momentos. A impressão é de que ainda se trata de um trabalho inacabado e lançado às pressas para se antecipar à chegada do novo álbum do seu nêmesis Drake, que anunciou Certified Lover Boy para 3 de setembro. Com exceção de faixas como “Believe What I Say” e “Jail” (com Jay Z), o disco é repleto de truques reciclados de discos e produções já feitas antes por West. Nem as referências cristãs, que serviu como um apelo mercadológico para esse disco, parecem tão boas. Estão bem distantes de Jesus Is King, seu trabalho anterior (2020), por exemplo.

Mas, nada disso importa tanto. Vamos só nos ater que Kanye tornou a audição deste álbum algo perturbador. Estão presentes aqui um cara que é acusado por mais de 15 mulheres de cometer agressões físicas e psicológicas, estupro, tortura e chantagem. Dar esse cartaz à Manson, que merecia continuar vivendo na irrelevância de sua música, é zombar dessas mulheres que denunciaram seus crimes. Não dá.

Vamos lembrar que fez My Beautiful Dark Twisted Fantasy, um dos maiores clássicos da última década. Seu gosto pela controvérsia o fez se alinhar com um artista “roqueiro” que nunca conseguiu acrescentar nada de relevante ao gênero.

KANYE WEST – Donda
[Def Jam/Universal, 2021]


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