Foto: Dave Gough/Flickr.

Foto: Dave Gough/Flickr.

Dezena, Centena e Milhar
lança web-série policial com malemolência carioca

Por Iara Lima

Lourenço, Luzia, Chico, Jorge e Jesus. Anote aí. Esses são os cinco protagonistas da webssérie Dezena, Centena e Milhar, de autoria do ‘pernambaioca’* Arthur Chrispin, menino do Cacique de Ramos radicado no Recife há pouco mais de uma década. A Web-série, disponível na Plataforma WattPad (www.wattpad.com/story/34332052-dezena-centena-e-milhar) apresenta os personagens que conduzem o livro Amém, romance policial de sua autoria que será lançado em outubro pelo selo Orago, da Editora carioca 5W.

Enquanto o livro não vem, Arthur presenteia os leitores com a webssérie, cujos capítulos serão liberados semanalmente. Sua capacidade descritiva nos transporta imediatamente para uma Nilópolis nos anos 2000, onde os personagens se conhecem dentro da 57ª Delegacia Policial (DP) e terminam por se deparar com o assassinato do papa da indústria local do jogo do bicho: Marcilão.

Arthur evita maneirismos e nos coloca frente a um ambiente eminentemente masculino. Os diálogos são irascíveis e repletos de gírias, ligeiros e precisos, sem volteios ou devaneios: a violência que os cerca se reflete em suas atitudes. Mas a malemolência carioca também não se faz de rogada e é possível se dar pelo menos uma gaitada na comparação de um dos cantores de pagode da quadra da Beija Flor ao cantor Belo.

A Web-série promete! Pelo menos é o que se deduz pelas seis páginas do primeiro capítulo já disponibilizadas online, no qual há de tudo um pouco: corrupção, tentativa de estupro, escola de samba, jogo do bicho e assassinato. Tudo assim, rapidinho e leve, apesar da temática. Então se você gosta de ler e tem uma queda por romances policiais, eu recomendo.

(*) Pernambaioca era uma das alcunhas de Antônio Maria, pernambucano ilustre radicado no Rio de Janeiro e um de meus autores favoritos. Espero – e desejo – a Arthur que trilhe o mesmo caminho, mas em direção geográfica inversa. Já acompanho suias aventuras literárias há muitos anos, disponíveis no https://cotidianoeoutrasdrogas.wordpress.com/

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