Filme ficou de fora na briga pelo primeiro Oscar para o país (Divulgação)
Filme ficou de fora na briga pelo primeiro Oscar para o país (Divulgação)

Por mais um ano, o Brasil está fora da disputa do Oscar, o mais prestigiado prêmio do cinema mundial. O longa O Som Ao Redor, do pernambucano Kléber Mendonça Filho ficou de fora da lista dos nove pré-selecionados da disputa da edição de 2014. O anúncio foi feito nesta sexta (20) pela Academia de Artes e Ciência Cinematográficas em Los Angeles, nos EUA.

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Os nove longas que passam à frente são estes: The Broken Circle Breakdown, de Felix Van Groeningen (Bélgica), An Episode in the Life of an Iron Picker, de Danis Tanovic (Bósnia), L’image manquante, de Rithy Panh (Camboja), A Caça, de Thomas Vinterberg (Dinamarca), Duas Vidas, de Georg Maas e Judith Kaufmann (Alemanha), O Grande Mestre, de Wong Kar-Wai (Hong Kong), The Notebook, de Janos Szasz (Hungria), A Grande Beleza, de Paolo Sorrentino (Itália), e Omar, de Hany Abu-Assad (Palestina).

O filme fez uma extensa campanha de divulgação para esta divulgação. Os produtores fizeram anúncios em revistas como a Variety mirando os votantes da Academia. Kléber Mendonça ainda participou de vários debates, entrevistas e coletivas. Em um post no Facebook, Kléber agradeceu o apoio recebido até o momento. “Por mais que eu visse esse processo como mais um momento como tantos outros que O Som Ao Redor já teve, a expectativa das pessoas parecia dar uma carga maior para essa mesma etapa, o que é compreensível”, disse. “No mais, fiz o melhor trabalho que poderia ter sido feito, no Brasil e em Los Angeles para divulgar o filme, sempre ele (o filme) indo na frente e eu tentando acompanhar atrás. Obrigado ao Ministério da Cultura, Ancine, Ministério das Relações Exteriores, Vitrine Filmes, Steven Raphael e MJ Peckos.”

Ele disse ainda que estava feliz com o que o filme fez até agora e elogiou a campanha para a indicação. A Ancine e o Ministério da Cultura liberam R$ 284 mil para O Som Ao Redor fazer a divulgação dessa pré-indicação. O longa vai estrear na França em fevereiro.

Brasil tinha a melhor chance em muitos anos
Em relação aos anos anteriores, este era o ano em que o Brasil tinha mais chances de levar a estatueta. O filme foi elogiado por críticos renomados, entrou na lista dos dez melhores longas de 2012 pelo New York Times e de 2013 da Variety. Entre os prêmios recebidos estão CPH Pix 2012 (em Copenhagen, na Dinamarca), o Prêmio da crítica Fipresci no Festival de Roterdã, na Holanda, e o prêmio “primeiro filme”, categoria que elege o melhor trabalho de um diretor estreante, da Associação de Críticos de Toronto, no Canadá. No Brasil venceu a Mostra de São Paulo, o Festival do Rio e Gramado, todos em 2012.

Para a categoria de filme estrangeiro, essa performance internacional em festivais e opinião de críticos serve como principal termômetro.

Histórico
O Brasil nunca ganhou um Oscar. O filme brasileiro com a melhor performance no prêmio foi Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund que ganhou quatro indicações, incluindo melhor direção, em 2004. Já Central do Brasil, de Walter Salles, além da indicação de filme estrangeiro recebeu ainda melhor atriz para Fernanda Montenegro, em 1999. Em nenhum dos casos levamos nenhuma estatueta.

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