Filme foi um dos mais premiados na história recente do cinema BR (Divulgação)

O Som Ao Redor, um dos filmes brasileiros mais comentados no ano passado, apareceu na semana passada em sites de compartilhamento de torrents. O longa chegou ao iTunes no último mês de março e ainda está em algumas salas pelo Brasil, incluindo o Recife.

Segundo os produtores do filme, a chegada de uma cópia na web via torrents era esperado. “Demos sorte, levou um ano e quatro meses para o filme finalmente cair na rede. Faz parte”, diz uma nota publicada nesta segunda (1º) no Facebook e assinada pelo diretor Kleber Mendonça Filho.

“O termo “pirataria” é meio complicado, na forma como é usada. Pirataria para mim é um esquema comercial de venda ilegal de filmes, meio baixo astral. Para esse pessoal, desejo que pisem num Playmobil descalços. Para os que não vendem ou ganham dinheiro com esse filme, mas querem vê-lo e querem que outros vejam através de torrents e troca de arquivos, a tecnologia existe, está disponível, usem-na com sabedoria”, disse KMF.

O longa se passa no Recife e no Interior do Estado e discute as novas relações de classe da sociedade brasileira atual. Veja a crítica do filme.

Leia a íntegra da nota:

Olá Amigos

Temos recebido muitos emails alarmados com um início de pirataria de O SOM AO REDOR. Peço que fiquem tranquilos, demos sorte, levou um ano e quatro meses para o filme finalmente cair na rede. Faz parte. O filme está tendo uma super carreira nas salas e chegou ao iTunes 3 semanas atrás, e agora virou arquivo de compartilhamento, como era previsto. O termo “pirataria” é meio complicado, na forma como é usada. Pirataria para mim é um esquema comercial de venda ilegal de filmes, meio baixo astral. Para esse pessoal, desejo que pisem num Playmobil descalços. Para os que não vendem ou ganham dinheiro com esse filme, mas querem vê-lo e querem que outros vejam através de torrents e troca de arquivos, a tecnologia existe, está disponível, usem-na com sabedoria. O SOM AO REDOR continua disponível para download no iTunes, onde a qualidade é excelente sempre e onde quem fez o filme será pago. Para mim, é como ir numa festa e levar uma garrafa de vinho ou vodka, ou umas latas de cerveja, para aumentar o nível de brodagem do encontro. Para quem não chegar com bebida, a festa (ou o filme) será bem recebido do mesmo jeito. Obrigado!” — Kleber Mendonça Filho

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