Trama segue morna neste começo de Anéis de Poder. (Divulgação).

Primeiras impressões de Os Anéis de Poder: Episódios iniciais estão focados no deslumbre visual

Começo da série baseada no universo de O Senhor dos Anéis aposta na ambientação e em um nível de superprodução inédito na TV

Com um orçamento de US$ 465 milhões estimados apenas para a produção do primeiro episódio e com um orçamento que superam 1 bilhão de dólares, a série Os Anéis de Poder, derivada da aclamada franquia de livros O Senhor dos Anéis, escrita por J.R.R. Tolkien estreou mundialmente na Amazon Prime Vídeo. Com milhões de fãs aguardando a nova história do universo fantástico criado por Tolkien, a série tinha muito a provar em aspectos de narrativa, personagens, desenvolvimento e em seus efeitos especiais.

Com apenas três episódios lançados oficialmente, ainda não é possível reconhecer todos os aspectos da grande produção, que apesar de ter sido bem aceita pelos críticos, não têm demonstrado o mesmo poder sobre parte dos adoradores do universo de Tolkien. Um dos fatores para isso, porém, pode estar ligado ao racismo de parte do fandom, já que na nova série, atores negros interpretam alguns personagens na trama. Acostumados a assistirem nos cinemas filmes compostos por um elenco inteiramente branco, essa minoria de fãs não perceberam que essa diversidade de elenco acabou refletindo ainda mais a pluralidade de seres místicos da história, elevando, assim, a obra de Tolkien. Isso foi salientado, inclusive, pelos atores da saga original em postagens no Instagram.

Deixando críticas puramente racistas de lado, a produção milionária traz a atmosfera já vista antes no cinema, capaz de evocar a nostalgia naqueles espectadores cuja história foi marcada pela leitura da saga e/ou pelos filmes exibidos nas grandes telas do cinema

Ambientação para a narrativa

Com a trama se passando muito antes da história original de Senhor dos Anéis, é notável que a produção começa mais fria, ainda concentrando suas forças em transportar os espectadores de volta à realidade mágica que tomava o cinema anos atrás.

Com a enormidade de dinheiro utilizado em tornar os cenários dignos da imaginação de Tolkien, os episódios da série se desenrolam com uma beleza triunfal. Trazendo localidades já conhecidas pelo público e outras completamente novas, a imagem transparece o trabalho cuidadoso na hora de criar o universo fantástico, desde o trabalho de pré-produção, com a montagem dos sets e maquiagens, até a pós-produção de efeitos especiais e mais. É realmente um nível jamais visto em uma produção de TV.

Para além disso, com boas atuações, os primeiros episódios ainda não introduzem ao espectador todos os personagens que farão parte do seriado, se concentrando mais na construção de mundo e dos diferentes seres que existem. Assim, a série ainda não engatou totalmente, sem conflitos grandiosos e resoluções. Porém, funciona realmente como uma maneira de familiarizar a nova era em que a história se passa.

Os episódios introdutórios da série são capazes de dar um gostinho do que estar por vir através de referências claras (e outras mais escondidas) aos livros e filmes e apresentam um pouco da trama que será desenvolvida no restante dos episódios. Sem grande aprofundamento em personagens, suas histórias e motivações, isso não os torna imediatamente queridos pelo público, com exceção, claro, dos já conhecidos, mas instiga o espectador a desejar assistir mais e se aventurar no restante do que está por vir.

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