O projeto “Prazer, Arte Contemporânea” vai proporcionar o encontro de artistas plásticos novos e renomados de Pernambuco e comunidades do Grande Recife.  Bruno Faria, Kilian Glasner, Marcelo Silveira e arte-educadores do Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) participam da ação, que começa nesta terça-feira (10), com o primeiro de uma série inédita de 12 encontros com 45 moradores das comunidades do Entra Apulso, Brasília Teimosa e Pilar.

Durante os encontros, os adolescentes serão apresentados aos conceitos e territórios da arte, em visitas ao Mamam, à Galeria Amparo 60 e à Galeria Garrido, por meio de conversas sobre portfólios de artistas locais e em vivências de cocriação em suas comunidades. “A ideia é utilizar a arte tanto como ferramenta de desmitificação do que vem a ser a Arte Contemporânea, como instrumento de aproximação territorial, já que temos comunidades as mais diversas no Recife. São várias cidades em uma só”, explica Maria Chaves, sócia-diretora da Proa Cultural, idealizadora do projeto.

Como culminância, será montada na Galeria Amparo 60, uma exposição aberta ao público dos resultados gerados a partir das práticas artísticas, seja uma performance, uma instalação, um ensaio fotográfico ou outro tipo de obra. Isso deve acontecer em junho e, até lá, todas as atividades serão mediadas pelos arte-educadores do Mamam. 

Os participantes, com idade entre 10 e 17 anos, representam a faixa etária de maior vulnerabilidade na realidade das comunidades em questão. Eles foram selecionados por meio de parcerias com duas entidades: o Centro Escola Mangue – instalada em Brasília Teimosa e liderada por Lu do Mangue, valoriza o saber ancestral das comunidades ribeirinhas, trabalhando protagonismo, sustentabilidade e cidadania – e o Instituto Memaker – idealizador do projeto social homônimo, com metodologia inovadora que une Robótica e Expressão Criativa.

Rompendo Fronteiras
As comunidades de Brasília Teimosa, Pilar e Entrapulso são marcadas por uma intensa luta de moradores em defesa de seus anseios, conseguindo resistir em uma área de grande especulação imobiliária. Nesse projeto, a arte contemporânea também pretende ajudar a enxergar o território, e a relação dos indivíduos com ele, em várias camadas: física, conceitual, social e econômica. Tudo isso por meio de diálogos e práticas criativas.

Segundo Marcelo Silveira, “vai ser muito especial me apresentar como artista para um grupo, que, ao mesmo tempo, está se apresentando enquanto futuros apreciadores, produtores e pensadores do mundo arte. Essa relação de encontros e acesso ao pensamento do outro é um grande laboratório que trará muitas descobertas, trabalhará a dúvida e tratará o que está fora da caixa, pois é isso que faz a Arte Contemporânea”.

O projeto, que conta com incentivo do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, é realizado pela Proa Cultural e apoiado pelo Instituto Memaker, pelo Instituto JCPM de Compromisso Social e pelo Centro Escola Mangue. (Com informações do Cultura.PE).

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