6.5

Dependentes de algoritmo de streaming, o She-Devils é uma descoberta improvável dentro de milhares de lançamentos que chegam aos ouvidos toda semana

A dupla canadense She-Devils é aquela típica descoberta que só se faz possível com a popularização do streaming. Passei tanto tempo ouvindo Water Curses do Animal Collective e a banda Hater, que por sua vez foi outra descoberta dessas aleatórias, que acabei vendo o She-Devils nas recomendações.

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Naturais de Montréal eles tinham apenas um EP e singles na web e chegam agora com disco cheio. A produção retrô dá o tom aqui com quase nenhum avanço no que diz respeito às letras ou sonoridade dentro do gênero que escolheram. Em sua grande parte é um trabalho gostoso de ouvir. Mesclando referências de psych pop com riffs oriundos do rock setentista temos faixas interessantes como “Blooming” e “How Do You Feel”, além de “Come”, que saiu como single. Mas grande parte do disco soa repetitivo, como se eles não tivessem muito mais o que dizer.

Também incomoda o tom excessivamente ingênuo, quase infantil, que perpassa grande parte do álbum. Em outro momento da música pop o She-Devils precisaria bem mais do que um algoritmo de streaming para se destacar frente aos ouvintes.

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