Série pernambucana de terror Suplicium estreia no Prime Video

O projeto apresenta narrativas de terror, sci-fi e fantasia misturando diversos estilos cinematográficos

Still da série Suplicium: produção BR de terror. (Divulgação).

A série brasileira Suplicium estreou esta semana no streaming Amazon Prime Video. A obra é uma coprodução da Plano 9 e Canto de Olho Filmes, dirigida e roteirizada por André Pinto, sob a codireção de Henrique Spencer. A narrativa, dividida em 6 episódios, reúne histórias de terror, sci-fi e fantasia.

Ocultismo, entidades sobrenaturais e vingança dão o tom à série Suplicium. Nela, o escritor, Alan Werner (Marcello Trigo), reúne velhos amigos para uma noite de contação de histórias, baseadas em contos e lendas universais. O escritor pretende em segredo roubar todas as narrativas contadas à mesa, e para isso usa de artifícios sobrenaturais, provocando ressentimentos e revelando segredos que irão abalar tragicamente a harmonia do grupo.

A direção lançou mão de diversos estilos cinematográficos para construir a obra, como por exemplo o found footage e o noir. Mas a inovação da série está na utilização de um formato mais comum no Cinema do que na TV, trazendo uma história central que se mistura com uma antologia de contos, explorando variados temas relacionados ao gênero: criaturas animalescas, incidentes sobrenaturais, desejos de vingança e ocultismo.

Os 6 episódios, com aproximadamente 45 minutos, trazem ainda referências do horror cósmico Lovecraftiano, a crueza das obras literárias de Stephen King e a fantasia mítica de Neil Gaiman. A iniciativa surgiu em 2013 a partir de encontros entre o roteirista e diretor André Pinto, o produtor e diretor de fotografia Henrique Spencer, e os organizadores do Toca o Terror (site/programa de rádio).

Originalmente intitulada Fantásticos, a série teve a sua última etapa de filmagens no segundo semestre de 2017 e sua complexa pós-produção foi finalizada em 2020, tendo sua estreia em TV Aberta no início de 2021, na TVU-Recife. Dois de seus segmentos, Coleção (2019) e Celular (2020), foram transformados em curtas exibidos e premiados em festivais de cinema pelo país.

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