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Spirou é um dos personagens mais populares dos quadrinhos europeus, com tiragens que ultrapassagem 1 milhão de exemplares. Curiosamente como acontece com outros ícones do quadrinho franco-belga, o personagem nunca fez muito sucesso aqui no Brasil.

Depois de iniciar a coleção das histórias tradicionais, por Jijé e Franquin, a Sesi-SP Editora anuncia a coleção “O Spirou de…”, produzidas por diferentes quadrinistas, cada um dando sua visão particular do personagem a partir de seu estilo.

Os dois primeiros números a sair são Spirou – O Diário de um Ingênuo, de Émile Bravo e Spirou – O Mensageiro Verde-Cinza, de Schwartz & Yann. O primeiro é considerado um clássico dos quadrinhos franceses e uma das melhores histórias de Spirou. A trama conta a origem do personagem em uma aventura ambientada em 1939, um pouco antes do início da Segunda Guerra Mundial e da ocupação da Bélgica por tropas alemães.

O Spirou clássico está presente aqui. Ele é um órfão que trabalha como carregador de malas no Hotel Moustic, um traje que o tornou famoso. Apesar de ter tido várias transformações ao longo dos anos, incluindo o fato de não mais trabalhar como funcionário de hotel, os elementos essenciais do personagem ajudaram a fazê-lo ícone.

Em Spirou – O Mensageiro Verde-Cinza, Schwartz & Yann ambientam a história em uma Bruxelas ocupada, em 1942. Ao lado do repórter Fantasio, ele atua como um membro da resistência. No entanto, o coronel alemão Von Knochen, hóspede do hotel, está prestes a minar as redes de resistência belga.

A Sesi-SP vem empreendendo uma estratégia de divulgação pouco vista para material estrangeiro em quadrinhos no Brasil. Apostando na força do personagem, mas ciente da sua pouca fama por aqui, a editora está cobrando um preço abaixo do esperado para um lançamento como esse (R$ 32) e oferecendo descontos.

Criada em 1938 por Robert Velter, sob o pseudônimo de Rob-Vel, as histórias tornaram-se parte do imaginário da banda desenhada franco-belga. Ao longo de oitenta anos foram mais de 55 álbuns oficiais, além de edições especiais, revistas e livros. No Brasil o personagem chegou em 1975 rebatizado como Xará, pela editora Vecchi e publicado em formatinhos. Ele só retornaria ao país, de forma mais discreta, em 1996, na edição especial Luna Fatal, pela Manole.

Além desses dois volumes, a Sesi-SP ainda planeja para este ano, Spirou – A Mulher Leopardo, novamente da Schwartz & Yann.

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