A sergipana Táia é multiartista por definição (é compositora, cantora, atriz, bailarina). E ser polivalente nessas áreas todas serviram bem para esta estreia em disco cheio. O álbum visual Renasço chega com uma produção que inclui danças, interpretações e performances alinhados com composições que misturam MPB e pop.

“No meu trabalho autoral, que leva meu apelido de infância, trago minhas angústias, desejos, frustrações e sonhos, mas penso que o que escrevo pode e deve ir além da música, além de composição, harmonia e arranjo. Venho da dança e do teatro, sou formada em arquitetura, e entendo que é necessário incorporar todos os universos possíveis da arte em um só”, conta ela, via e-mail.

Táia começou sua carreira em 2016 e abriu sua discografia com o EP Tormento (2019) e o single “Tipo Iansã Encontrando Obaluaê” (2020). Habituada aos palcos e movimentando a cena de seu estado, ela fez de seu projeto solo uma construção que partiu do coletivo.

“As músicas de ‘Renasço’ foram surgindo paralelamente à minha vivência em cima dos palcos, à frente de uma banda, onde os olhares se voltam para mim e me perguntavam sem perguntar ‘quem é você?’. Até ali não me assumia enquanto artista, tinha dificuldade em dizer ‘eu SOU’. Talvez esperasse que alguém ainda me dissesse. Decidi assumir as rédeas da minha carreira artística. Sou compositora, cantora, bailarina, atriz, arquiteta, mãe, mulher, artista a, ao mesmo tempo, nada disso me define, sou fluida, ‘re-existo’ como as águas de um rio que contornam as pedras de um rio, que, ao contrário, ‘resistem’ e não mudar de lugar”, continua.

Com produção musical de Fabrício Rossini e direção audiovisual da própria artista, o trabalho foi realizado através do edital de premiação para gravação musical do Governo de Sergipe, com recursos da Lei Aldir Blanc.

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“Esse é meu despertar pra mim mesma, é meu renascimento enquanto detentora da minha arte. Renasci enquanto artista, cantora e compositora, enquanto mulher. Entendo que na vida vivemos constantes renascimentos e que sejam necessárias diversas mortes e fechamento de ciclos. Enquanto alguns se preocupam se eu chovo no molhado, apagando/reduzindo minhas vivências, em ‘Renasço’ valido minha história e a ‘sofrência’ como algo pertinente na vida de todos”, conclui ela.

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