O projeto “” é inteiramente composto por vídeos gravados com o celular, misturando a estética do glitch ao VHS. Conhecida pela viagem que faz ao lado de projetos coletivos que integra desde o último ano, agora aponta para um outro e novo caminho, lançando seu primeiro EP solo, Magma Lacrimal. Composto por cinco faixas audiovisuais, o projeto – totalmente independente e filmado com um celular – foi produzido e realizado pela própria artista em parceria com JuPat, sua namorada.

, slowcore ou um grande ‘dancing dense’, como a própria cantora costuma definir, esse é um disco que sonoramente pode até ser enérgico e dançante, mas não só isso. “Magma Lacrimal” carrega, do começo ao fim, uma atmosfera contida e densa.

Para o conceito visual, que soma elementos em 3D, a nostálgica estética VHS ganha forças com o glitch e a sensação que ele deixa, do erro digital, do agora. Questões que se relacionam, profundamente, com aquela vontade de se teletransportar para momentos únicos, remetendo a uma necessidade muito grande da vida como era antes.

“Acho que esse trabalho traz diálogos muito intensos para mim. É sobre quando o sistema nos dói. As impossibilidades. A falsa liberdade. Pitadas do caos pandêmico e do só querer amar. A mensagem é sobre sentir e deixar escorrer o que tem para escorrer. Essa é a única maneira de nos aliviar do mundo”, ressalta Tamy.

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