The Strokes reencontram mágica do começo em disco oitentista e dançante
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Se passaram sete longos anos desde o último álbum de inéditas, Comedown Machine, lançado pelos nova-iorquinos The Strokes. Dessa vez, pelo menos ao que parece, decidiram trazer de volta um pouco daquela mágica que os fãs encontraram no tão aclamado primeiro disco,  Is This It, lá em 2001. The New Abnormal vem recheado com tudo aquilo que um grande fã da banda espera: rifes certeiros do Albert Hammond Jr e vocais pra lá de melódicos do frontman Julian Casablancas, que mostrou até uma certa melhora nos seus falsetos.

E como se não bastasse tudo isso, o disco chega com duas colaborações de peso. A primeira vem na parte da produção, que é assinada por Rick Rubin, figura conhecida por já ter trabalhado com nomes como Red Hot Chili Peppers, Metallica, Kanye West, etc. E a segunda colaboração aparece na capa do disco, que é nada menos que uma obra do também nova-iorquino, Jean-Michel Basquiat.

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Quanto a sonoridade, já era de se esperar músicas com uma cara mais oitentista, que foi a década que, agora quarentões, os integrantes da banda vivenciaram bastante e já vinham ensaiando algo parecido em seus trabalhos solos. Era um tempo em que as músicas eram dominadas por sintetizadores e baladas dançantes, influência que fica clara principalmente na música Brooklyn Bridge to Chorus, que é a música mais dançante do disco e certamente vai protagonizar diversas playlists de baladas alternativas mundo afora.

Sendo assim, The New Abnormal oferece ao público uma banda que dessa vez não quis lançar algo só por obrigação, mas sim algo que avança – e melhora – sua discografia. É como se essas estrelas do rock finalmente tivessem ficado velhos e sábios o suficiente para que agora pudessem nos dar a trilha sonora que os dias de hoje, tão estranhos, merecem.

THE STROKES
The New Abnormal

[RCA, 2020]
Produção de Rick Rubin

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