Thundercat reflete sobre amor e morte no introspectivo It Is What It Is
7.5

Baixista virtuoso, Thundercat (nome artístico do norte-americano Stephen Bruner) fundamentou sua carreira no passeio livre entre gêneros, promovendo misturas que buscam explorar diferentes possibilidades do hip hop, jazz, soul e pop. Depois de lançar um dos mais importantes discos da década passada, Drunk, (com o hit “Them Changes), ele retorna mais introspectivo, mas não menos inventivo neste It Is What It Is.

Refletindo momentos confusos, o álbum aborda temas como amor e perda e busca traduzir aquelas situações em que nos sentimos perdidos. Mas, assim como sua música, a abordagem do músico para esses temas é também complexa e, por vezes, a narrativa do álbum parece nos levar para espaços sem saída, dando uma sensação de incompletude.

É um disco sem tanto brilho quanto Apocalypse (2013) ou sem a proposta encorpada e esmerada de Drunk. Com uma voz envolvente (sua marca característica) e diversos arranjos interessantes, o disco é cheio de bons momentos, como “Overseas”, com Zack Fox e a linda e triste “Fair Chance”, com Ty Dolla $ign, que traz uma letra sobre Mac Miller, rapper morto precocemente no ano passado.

O disco traz ainda participações de Childish Gambino, Lil B, Kamasi Washington, Steve Lacy, Steve Arrington, BADBADNOTGOOD e Louis Cole. Voz original do hip hop, Thundercat segue explorando possibilidades do gênero.

THUNDERCAT
It Is What It Is

[Brainfeeder Records, 2020]
Produzido por BADBADNOTGOOD, Dennis Hamm, Flying Lotus, Kamasi Washington, Sounwave & Thundercat

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