Heterotopia significa “outros lugares”, e vem da união de duas palavras gregas: “hetero” (o outro) e “topos” (lugar).

Em entrevista a lesphotographes.com Vincent conta que o seu desejo era realizar uma síntese das imagens produzidas de um local em apenas uma imagem. Esta imagem singular abarcaria todo aquele lugar. Para concretizar esta ideia Vincent procura fotografar sempre de maneira aérea, frontal e, principalmente, sinóptica. O conceito que intitula o trabalho é retirado da filosofia de Michel Foucault.

Para o filósofo francês as heterotopias são, em oposição às utopias (espaços sem lugar real), espaços reais encontrados no seio de toda cultura, mas que foram representados, contestados e invertidos. São lugares que estão fora de todos os lugares. Vincent em seu site compara o seu processo a uma investigação fenomenológica do lugar, onde a fotografia, tal qual um bisturi da realidade, disseca o corpo do lugar deixando apenas os elementos fundamentais da arquitetura.

Em 2010, Vincent J. Stoker, fotógrafo com então 31 anos, ganhou o concurso “La photographie et son propôs” e expos seu trabalho na galeria Alain Gutharc, em Paris no ano de 2011, oportunidade que alavancou diversas outras exposições ao longo de 2012. Veja mais do trabalho dele.

Abaixo mais imagens da série:

Hétérotopie #IEGDII

08 - Vincent J. Stoker

Hétérotopie #IEGDII

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