Dois Barcos investe numa sonoridade além do rock alternativo e do indie no novo trabalho. (Divulgação).

O trio Dois Barcos quebra um jejum de quase três anos sem lançamentos com o single duplo “Manto Lunar/Surto”. As canções representam a misticidade da noite, o sentimento de autoproteção que o período evoca e funcionam como a materialização da ideia de que é preciso morrer para germinar.

Os músicos exploram, nesta nova fase, sonoridades além do rock alternativo e do indie já habitual, como beats de trip hop, piano de salsa, a utilização de teremins, elementos revertidos, guitarras distorcidas, bongos, synths eletrônicos, corais e órgão.

“A noite nos traz uma certa adaptação à escuridão, sendo um período mais sombrio que gera mitos e lendas. Ela não é silenciosa, traz ruídos inexplicáveis das sinfonias noturnas da floresta e visões distorcidas que mexem com o imaginário. A noite é o momento de recolhimento, de se auto proteger, de se camuflar dos predadores e repousar”, explicou Elisa Monasterio, uma das vocalistas e baixista da banda.

O single duplo traz equilíbrio nas temáticas, enquanto “Manto Lunar” fala sobre o valor do recolhimento, “Surto” é sobre desapego, sobre desprendimento.

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