Pabllo Vittar celebra "Batidão Tropical" e feat com Lady Gaga. (Foto: Divulgação / Ernna Cost)

Com fama mundial em ascensão, chegou ao disco de remixes da cantora norte-americana . A drag queen brasileira é um dos destaques do Dawn of Chromatica, álbum de remixes da Mother Monster, lançado neste mês de setembro. O disco contém 14 músicas e outras participações como Charli XCX, Rina Sawayama e BLACKPINK. A faixa “Fun Tonight”, escolhida para Pabllo fazer parte do remix, chamou a atenção, principalmente dos brasileiros, e ganhou um ritmo nordestino, se assemelhando às batidas do seu mais recente álbum Batidão Tropical, lançado em junho de 2021.

A parceria entre Pabllo e já entrou para o TOP 200 global do Spotify e já contabiliza mais de 1,030 milhão de reproduções globais na plataforma. De acordo com o Spotify Brasil, a música também já rendeu mais um título para Pabllo, ao se tornar o segundo melhor debute internacional da história da plataforma: foram mais de 714 mil plays apenas no país.

Batidão Tropical teve a maior estreia de um disco solo pop brasileiro no Spotify. Todas as músicas de seu novo trabalho entraram para o Top 50 da plataforma de streaming, com destaque para “Triste com T”, que teve mais de 673 mil streams e ficou em segundo lugar no ranking de maiores lançamentos no país. “É uma região muito rica e quis trazer isto um pouco para nosso povo e mostrar isto fora daqui também!”, afirma a artista.

Leia também: Relembre como foi o show histórico de Pabllo Vittar no Rec-Beat

nasceu na cidade de São Luís, mas cresceu até os 13 anos em Santa Izabel do Pará, voltando depois para Caxias, interior do Maranhão. Foi a partir das lembranças desses lugares que escolheu, entre um vasto repertório, quais canções fariam parte do disco, no qual ela deixou os feats de lado e interpretou sozinha todas as faixas. A última vez que isso ocorreu foi no EP Open Bar (2015).

Apesar da saudade das aglomerações geradas pelo público em seus shows, ela sabe que isso só será possível quando a pandemia estiver controlada. “Espero que em breve estejamos juntos, quando as coisas melhorarem!”, diz Vittar.

Em um papo exclusiva com a Revista O Grito!, comenta sobre a parceria com Lady Gaga, seu mais recente álbum, sobre a pandemia, dentre outros assuntos. Confira:

Pra começar, podes falar um pouco sobre a parceria com a Lady Gaga? Como foi essa experiência pra você?

Uma experiência incrível poder estar ao lado de um dos principais nomes do pop mundial. Sempre fui uma enorme fã da Gaga, e ter a oportunidade de participar da versão remix do Chromatica, um álbum tão importante para cultura pop, sem dúvidas é um sonho.

O que a representa pra você como LGBTQIA+ ?

Gaga fez parte da minha formação como artista me influenciado em vários aspectos da cultura pop, seja por meio da música, por meio das vestimentas, e por aí vai.

Lady Gaga publicou arte com Pabllo Vittar (Foto: Jeff Corsi/Reprodução/Instagram)

Fun tonight” é parecida com um arrocha. Vocês quiseram dar um tom de ritmos brasileiros, num caminho próximo ao seu álbum Batidão tropical?

Total, veio muito nesta vibe de Batidão Tropical, e com esta vontade de cada vez mais enaltecer e mostrar nossa cultura/ritmos do norte e nordeste Brasil a fora.

Você é a maior drag queen popstar no país que mais mata pessoas da comunidade LGBTQIA+ no mundo. Com esse álbum, cheio de referências brasileiras, qual Brasil você pretende enaltecer?

O Batidão Tropical, como comentei acima tem muitas referências do Norte e Nordeste, e muito da cultura e música que cresci ouvindo nestas regiões quando criança/adolescente. É uma região muito rica e quis trazer isto um pouco para nosso povo e mostrar isto fora daqui também! É um álbum muito especial para mim.

Qual foi a última vez que você fez um show de verdade, Pabllo? Ansiosa para encontrar as vittarlovers em shows presenciais? Alguma previsão?

Sydney, Austrália. Super ansiosa, fazer show é uma das minhas partes favoritas da minha profissão. Estar junto do público, sentir a emoção e perto… não tem nada igual! Espero que em breve estejamos juntos, quando as coisas melhorarem!

leia mais:

Leia Mais
Karine Teles, de Bacurau e Manhãs de Setembro fala sobre carreira, pandemia e o desmonte no audiovisual: “somos demonizados como vilões”