Terceiro capítulo da websérie LGBTQI+ “”, “ Parte I” é lançada pela produtora audiovisual . Nos títulos dos episódios, homenagens a bairros do Recife e de Olinda: “Boa Vista” e “Casa Amarela”. A proposta, encabeçada pela diretora de fotografia Camila Silva e pelos diretores e roteiristas e , conta três histórias, ressaltando temas e sentimentos existenciais como carência, alegria, medo e solidão, vividos pelos próprios autores.

“Varadouro Parte I” aborda a história de Ítalo, um jovem gay em conflito com as memórias fantasmagóricas após a morte do seu pai, afetando o relacionamento com seu namorado durante um encontro amoroso num galpão abandonado. “Eu acredito que a relação do filho gay com a figura paterna influencia e muito na forma como a gente se relaciona”, comenta Marcelo. Lá, assim como em vários relacionamentos amorosos, eles se sentem presos, enclausurados, sufocados e agredidos.

O roteiro de “Varadouro” foi criado durante as visitas à locação de gravação desse bairro olindense. “A gente entrava no galpão por volta das 17h e só saia de lá de madrugada, ensaiando diálogos, estudando cenas, e aproveitando o clima de filme de terror que o espaço proporcionava” relata William. Além de escrever e dirigir, Marcelo Oliveira e William fazem parte do elenco, junto com o ator Gilberto Brito, e a direção de fotografia e operação de câmera é realizada pela fotógrafa Camila Silva.  “A fotografia de Varadouro foi construída a partir de muitas visitas à locação. Por se tratar de um filme que, em sua maior parte, traz cenas no escuro, decidimos utilizar ao máximo as luzes existentes no espaço e entender como as cores e sombras se destacavam”, comenta Camila Silva.

Questionamentos permeiam a produção da websérie e buscam cercear dúvidas e quebrar costumes (Foto: Camila Silva / Divulgação)

O episódio foi contemplado com o incentivo da Lei Aldir Blanc e está disponível no YouTube e pode ser conferido abaixo. Além de Marcelo, William e Camila, a equipe é formada ainda pelo montador João Maria, todos LGBTs. Durante sete anos, a 7ª Arte do Vale pesquisa essa estética de audiovisual, partindo dessas histórias vividas pelos seus integrantes com obras voltadas para a internet, como os curtas já lançados “A Invasão”, “O Toque” e “Bom Ar” e “Ar”.

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