ALERTA VERMELHO
Red Album, novo disco do Weezer é um pastiche do que a banda representa para o indie-rock
Por Mariana Mandelli

WEEZER
Red Album
[Geffen, 2008]

Dos muitos retornos de bandas e novos álbuns que foram anunciados nos últimos meses, a volta à ativa do Weezer foi, com certeza, uma dos mais comemoradas. A legião de fãs de Rivers Cuomo e devotos do nerd rock do grupo esperaram ansiosamente pelo lançamento do disco, desde que o anúncio foi feito no site oficial da banda, em meados de 2007.

Pois bem. Junho chegou e o novo disco, sexto da carreira de um dos maiores ícones do indie rock da história, veio intitulado simplesmente como Weezer, do mesmo modo que o debut (em 1994) e o terceiro trabalho (2001). Estes dois, posteriormente, foram chamados de Blue Album e Green Album, em referência à cor que predomina em cada capa. O mesmo aconteceu com o novo disco, que já é chamado de Red Album mundo afora.

Se puder ser resumido em poucas palavras, o disco é o primeiro tropeço de uma carreira praticamente impecável. As músicas “obscuras, profundas e belas” que Cuomo havia prometido em declarações no site do Weezer são, na verdade, testes de paciência. Onde foi parar aquele punk-pop em melodias deliciosas, ninguém sabe explicar.

A própria cor do álbum já deveria servir de alerta vermelho para o que está por vir quando o play é apertado. Um disco desconexo com faixas que soam forçadas, como se fossem obrigadas a caber dentro do “estilo Weezer” de fazer música – é isso que “The Greatest Man That Ever Lived”, “Automatic” e “The Angel And The One” (pseudobalada que não cola) passam.

A tracklist é uma seqüência de faixas maçantes (“Heart Songs”), que se arrastam de um modo que prima pela chatice. O abuso de vocais duplos, riffs sem graça, letras bobas (“Thought I Knew”) e pitadas de funk (“Everybody Get Dangerous”) e rap (“Cold Dark World”): tudo cansa.

“Pork And Beans” carrega o disco nas costas: além do ótimo clipe, o single tem riffs viciantes e refrão grudento que guardam vestígios do power pop de “Buddy Holly”, do Blue Album. “Troublemaker” e “Dreamin’” ainda soam divertidas, mas não salvam o martírio que são as outras faixas.

Além da mediocridade musical, a capa do disco é pavorosa. A foto da banda com Rivers Cuomo de chapéu e bigode (quase um cowboy) parece um trabalho feito no Paint ou em qualquer programa tosco de computador. Tudo bem que é válida a tentativa de pastiche, mas, nesse caso, o Weezer só conseguiu fazer pastiche deles mesmos. Uma verdadeira tragédia.

NOTA: 3,5

[+] A TEORIA DOS ÁLBUNS CROMÁTICOS DO WEEZER

  1. sua bunda sua comentarista de merda

    qualquer album do weezer é muito melhor do que qualquer porcaria de album de rock q andarm lançando na atualidade.

    chatice é ter q aturar e ler comentaris q nem esse seu.

    screw ya dyke!

  2. Fiquei impressionado, assim como os dois colegas acima com quanta besteira você conseguiu falar. É uma pena, realmente, uma pessoa como você, ter tido esse espaço pra falar isso, colocando esse álbum no lixo. Que álbum do caralho, fazia tempo que eu não ouvia nada parecido, tão inovador, mas ao mesmo tempo, tão old times, você só pode ter pirado com esse auto-senso crítico que não vale nada, só soube reconhecer uma boa faixa, “pork and beans”, talvez porque só preste atenção nas músicas que viram clipes de tv, se brincar você nem escutou com atenção e não percebeu a intensidade e a emoção que essas músicas proporcionam. Corta os ouvidos fora rapá, eles tão podres!

    Vai escutar Nx Zero, Good Charlotte, Fresno, que tá mais a tua cara.

  3. No mínimo questionável seu conhecimento musical. Como a Amanda bem disse: “eles são músicos, inteligentes e debochados e experimentam.
    é uma pena que vc tenha um espaço desses para escrever tanta besteira do mundo da sua imaginação medíocre”

    Obs.: Eu não sou Fã do Weezer, mesmo assim tenho que admitir que esses foi um dos melhores discos de Rock que escutei esse ano, ou Indie (não entendi pq, mas blz..rs)

  4. eu sinto pena de uma pessoa que não tem capacidade pra entender nada além do que lhe é dado. vc que julgou eles indie ou qq coisa que o valha. eles são músicos, inteligentes e debochados e experimentam.
    é uma pena que vc tenha um espaço desses para escrever tanta besteira do mundo da sua imaginação medíocre.

  5. o weezer nunca foi e nunca será só mr. horrivers. na verdade, o =w= nunca conseguiu se recuperar da saída de mr. sharp (o patinho feio!)

    nada comparado a john e paul, mas sem o dedo mindinho de sharp o =w= vai ser a banda do “obscuro, profundo e belo” rivers cuomo, infelizmente.

    eu escuto ash pra aliviar toda esta tensão das faixas que você mesma citou acima, pena que sem charlotte. :P

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